Segunda-feira, 6 de abril de 2026
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O líder do governo golpista de Honduras, Roberto Micheletti, derrogou hoje (5) o decreto imposto por ele que restringia os direitos individuais no país, em vigor há nove dias.

“Derrogamos o decreto no Conselho de Ministros”, disse Micheletti, em entrevista coletiva na Casa Presidencial, acompanhado da deputada republicana norte-americana Ileana Ros-Lehtinen, que chegou hoje a Tegucigalpa.

Micheletti enfatizou que “todo o decreto fica derrogado completamente” e que está feliz de fazê-lo diante de Ileana, a quem recebeu em seu escritório.

Gustavo Amador/EFE



Micheletti e a senadora republicana Ileana Ros-lehtinen durante coletiva de imprensa em Tegucigalpa

A medida foi imposta no dia 26 de setembro, cinco dias após a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya, a Honduras. Na época, o país vivia uma onda crescente de protestos organizados pela oposição. Emissoras de rádio e tevê contrárias ao golpe de Estado foram fechadas e dezenas de pessoas foram presas.

A decisão do governo foi criticada até mesmo por simpatizantes dos golpistas e por diversos setores da sociedade, entre eles os seis candidatos à presidência que concorrerão nas eleições gerais previstas para o dia 29 de novembro.

Ulises Rodríguez/EFE



Hondurenha protesta contra estado de sítio

Renúncia?



Roberto Micheletti também reafirmou hoje que se as eleições de novembro forem garantidas e se a crise política tiver um fim através do diálogo, ele estaria disposto a renunciar ao poder.

Sobre a restituição do presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, Micheletti afirmou que “é preciso falar sobre os diferentes temas, no sentido de se buscar garantir eleições transparentes e maciças”.

Segundo ele, se a eleições foram realizadas de forma transparente no dia 29 de novembro, “então se poderá falar de qualquer cenário, de qualquer solução”.

Aos seguidores de Zelaya, Micheletti recomendou que se unam em um partido político, como fez a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), após 12 anos de guerra em El Salvador, e que agora está no poder com Mauricio Funes como presidente do país.

Além disso, o líder de fato hondurenho se mostrou otimista com o processo de diálogo iniciado nas últimas duas semanas, com a intervenção da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do secretário-geral, José Miguel Insulza, com quem Micheletti se reuniu na semana passada em uma base militar no país.

A previsão é de que uma missão de chanceleres da OEA e o próprio Insulza cheguem a Tegucigalpa na quarta-feira.

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