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Uma corte de Amsterdã, na Holanda, deve julgar nesta terça-feira (5/10) o caso do deputado e líder de extrema-direita Geert Wilders por incitação ao ódio racial e à discriminação dos muçulmanos. Os juízes adiaram em um dia o procedimento para decidir sobre o questionamento da defesa de Wilders sobre a imparcialidade dos juízes.

Wilders invocou seu direito ao silêncio ao aparecer na corte nesta segunda-feira (4/10) e o presidente do Tribunal, Jan Moors, afirmou que o deputado estava novamente tentando evitar a discussão sobre seus pontos de vista. O advogado de defesa, Bram Moszkowicz, interpretou o comentário como sinal de possível parcialidade do juiz e alegou preocupações de um processo injusto.

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Wilders, de 47 anos, do Partido pela Liberdade (PVV), pode ser condenado a um ano de prisão ou a pagar 7.600 euros de multa por ter afirmado que o Islã é “fascista” e ter defendido a proibição do Alcorão, que chegou a comparar ao livro Mein Kampf de Adolf Hitler, em declarações feitas entre outubro de 2006 e março de 2008.

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Ele também é acusado de incitar o ódio racial e a discriminação em relação aos muçulmanos e aos estrangeiros não ocidentais, em particular os marroquinos, assim como por insultos aos muçulmanos.

Segundo ele, mulheres muçulmanas que queiram usar o lenço muçulmano pelas ruas da Holanda deveriam pagar um imposto especial por “esse pedaço de pano”. Nas palavras de Wilders, o comportamento criminoso de alguns jovens marroquinos estaria atrelado “à cultura e à religião” deles, já que o Islã e a criminalidade não podem ser dissociados.

O partido de Wilders foi o terceiro mais votado nas eleições legislativas de junho e tem 24 deputados dos 150 do Parlamento.

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Líder de extrema-direita holandês será julgado por racismo

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