Terça-feira, 12 de maio de 2026
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Durante discurso na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP27, nesta quinta-feira (17/11), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu um acordo “ambicioso” sobre perdas e danos e fez um apelo por apoio financeiro aos países em desenvolvimento.

“Estou aqui para apelar a todas as partes para combater o momento e o maior desafio que a humanidade enfrenta. O mundo está assistindo e tem uma mensagem simples: ou a bolsa ou a vida”, declarou em Sharm el-Sheikh, cidade egípcia que acontece o evento.

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Segundo Guterres, o planeta vive “um momento crucial das negociações”, e a COP27 terminará em 24 horas com as partes ainda divididas em vários assuntos relevantes. Já que, ainda de acordo com ele, existe uma “ruptura de confiança entre o Norte e o Sul e entre os países desenvolvidos e as economias emergentes”. “Este não é o momento para apontar o dedo. O jogo da culpa cruzada é uma receita para a destruição mútua”, acrescentou. 

Para ele, é preciso “fornecer US$100 bilhões de financiamento climático para países em desenvolvimento”. 

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“O relógio do clima está correndo e a confiança está se esgotando. As partes da COP27 têm uma chance de fazer a diferença, aqui e agora”, ressaltou Guterres, pedindo para todas as partes agirem rapidamente. 

Para o secretário-geral das Nações Unidas, o 'relógio do clima está correndo' enquanto negociações de 'assuntos relevantes' da COP27 estão divididas

Reprodução/ @antonioguterres

Guterres afirma que a situação climática é o ‘maior desafio que a humanidade enfrenta’

O rascunho do documento final da COP27 do Egito, divulgado na noite da última quarta-feira (16/11), “reconhece a crescente urgência em lidar com as perdas e danos do aquecimento global”, mas ainda deixa em branco o parágrafo sobre financiamento. O parágrafo “Necessidades especiais e circunstâncias especiais na África” também está vazio.

Até o momento, não há acordo entre os Estados sobre a questão mais espinhosa da COP27: os países emergentes e em desenvolvimento do G77+China, liderados por Pequim, pedem um fundo extraordinário para “perdas e danos”, enquanto os Estados Unidos e a União Europeia temem desembolsos excessivos e preferem atualizar os instrumentos de ajuda existentes. 

Na quarta, foi anunciado que a União Europeia e quatro dos seus Estados-membros – Alemanha, França, Holanda e Dinamarca – vão contribuir com 1 bilhão de euros para ajudar o continente africano a combater as mudanças climáticas.

A iniciativa tem como objetivo mobilizar programas novos e outros existentes e servirá para recolher dados sobre riscos climáticos, reforçar os sistemas de alerta precoce para prevenir as populações catastróficas iminentes, além de ajudar a mobilizar o setor financeiro.

(*) Com Ansa.