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Depois de oito meses do pior terremoto da sua história, o Haiti recupera lentamente a produção de alimentos no país. A conclusão é das agências responsáveis pelo setor na ONU (Organização das Nações Unidas). No entanto, os esforços, afirmam os especialistas, devem ser intensificados pois ainda há dificuldades para o cultivo de alimentos e o acesso à alimentação. A qualidade da produção no país também precisa avançar.

Desde o terremoto de 12 de janeiro de 2010, que atingiu 7 graus na escala Richter, destruindo parte do Haiti, o país recebeu apoio financeiro destinado a vários setores. Cerca de 220 mil pessoas morreram em consequência dos tremores de terra, milhares ficaram desabrigados. Prédios públicos e privados desapareceram sob os escombros.

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“Há ainda muito trabalho a fazer para melhorar a segurança alimentar no país”, disse a diretora do PAM (Programa Alimentar Mundial), uma das agências da ONU. “Os resultados positivos [constatados pelas Nações Unidas] confirmam que estamos no caminho certo para permitir aos haitianos um melhor acesso aos alimentos nutritivos.”

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De acordo com agência de notícias das Nações Unidas, uma análise feita no período de 16 de junho a 17 de julho deste ano, mostra um aumento de 17% na produção de feijão e 15% na cultura de arroz, além da melhoria no abastecimento de água no país. Mas foi registrada queda de 4% a 5% nas colheitas de milho e sorgo. A estimativa é que a importação total de alimentos para o Haiti em 2010/11 chegue a cerca de 711 mil toneladas.

As avaliações foram feitas por técnicos do FAO (Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e do PAM. “O impacto [do terremoto sobre os] níveis de produção de alimentos poderia ter sido muito pior”, afirmou o economista da FAO Mario Zappacosta. “O fornecimento de apoio e assistência, com insumos agrícolas, têm ajudado os agricultores afetados”, disse.

De acordo com as Nações Unidas, há projetos de apoio para a distribuição de insumos agrícolas a 72 mil famílias de agricultores nas áreas mais afetadas pelo terremoto de 12 de janeiro de 2010. Também há distribuição de ferramentas, fertilizantes, bombas de água e sementes de alta qualidade.

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Lentamente, Haiti recupera a produção agrícola, afirmam Nações Unidas

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