Karzai ordena revisão de casos dos prisioneiros talibãs no Afeganistão
Karzai ordena revisão de casos dos prisioneiros talibãs no Afeganistão
O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, anunciou hoje (6/6) a emissão de um decreto ordenando a revisão dos casos dos prisioneiros talibãs. Karzai disse também que o governo dará os passos necessários para libertar os que estejam presos sem provas suficientes.
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O palácio presidencial informou em comunicado que Karzai tomou esta decisão com base nas recomendações da recém-concluída “jirga” ou Assembleia da paz afegã, desenhada para abordar o diálogo com o movimento talibã e outros grupos armados.
Para fazer a revisão, Karzai ordenou a criação de um comitê dirigido pelo Ministério da Justiça e com representação do Tribunal Supremo, a Promotoria, a Comissão de Paz e Reconciliação, e a equipe de advogados da Presidência.
O painel revisará os casos dos prisioneiros que foram presos “pela conexão com a oposição armada” e deverá elaborar uma lista com todos os detidos “sem provas legais suficientes para serem condenados”.
A lista será entregue a Karzai e, “como gesto de boa vontade”, estas pessoas deverão ser liberadas, de acordo com o disposto pelo decreto.
Sobre o papel, a prisão onde há maior número de presos, a de Bagram, é administrada pelo Exército americano e as autoridades afegãs, apesar de em janeiro o Governo de Karzai anunciou que tinha chegado a um acordo para que em poucos meses a gestão passasse a ser totalmente afegã, algo ainda não aconteceu.
A “jirga”, que tinha sido convocada por Karzai e da qual a oposição não fez parte, concluiu na sexta-feira após três dias de reuniões com uma série de recomendações para que o Executivo iniciasse o diálogo com os grupos insurgentes, entre estas a libertação de prisioneiros detidos sem provas.
Antes da divulgação do decreto, um porta-voz talibã consultado pela Agência Efe disse que vários pontos aprovados pela assembléia foram “aceitos” pela insurgência.
Mudanças no governo
Karzai destituiu hoje o ministro do Interior, Mohammed Hanif Atmar, e o chefe dos serviços secretos, Amrullah Saleh, por não terem evitado os ataques contra a “jirga” ou assembleia de paz que ocorreu em Cabul entre quarta-feira e sexta-feira da semana passada.
O Palácio Presidencial informou que Karzai pediu explicações aos dois sobre os ataques talibãs contra a “jirga”.
“Como as explicações do ministro do Interior e do diretor de Segurança Nacional não foram convincentes, o presidente Karzai aceitou a renúncia de ambos”, diz a nota.
O atual vice-ministro de Interior, Munir Mangal, substituirá seu superior imediato, enquanto Ibrahim Spinzada assumirá a chefia dos serviços secretos, ambos de forma provisória até que os substitutos sejam designados.
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