Kadafi diz que não deixará a Líbia e que protestos vêm de pequenos grupos influenciados pelos EUA
Kadafi diz que não deixará a Líbia e que protestos vêm de pequenos grupos influenciados pelos EUA
Em discurso transmitido pela rede de televisão local Libyan TV, o presidente da Líbia, Muamar Kadafi, afirmou nesta terça-feira (22/02) que vai permanecer no cargo e que as manifestações do país são geradas por “pequenos grupos” influenciados pelos Estados Unidos e pela Tunísia, onde a mobilização popular levou à renúncia do ex-ditador Zine El Abidine Ben Ali.
“Não vou deixar o governo e ficarei até o fim”, disse Kadafi, durante o pronunciamento. “Nós vamos resistir”, completou o líder líbio, há 42 anos no poder. Vestido com seu tradicional traje de cor cáqui, ele falou por mais de vinte minutos. O local escolhido para o discurso foi um palácio em ruínas, antiga residência do ditador e bombardeada por aviões norte-americanos em 1986.
Efe/reprodução

Muamar Kadafi durante pronunciamento na TV, afirma que ficará no país
“Muamar Kadafi é o líder da Revolução, sinônimo de sacrifícios até o fim dos dias. Esse é o meu país, de meus pais e meus antepassados”, afirmou, mencionando o momento em que chegou ao poder, em 1969, quando tinha 27 anos e era membro das tropas que tomaram o governo do país. “Eu vou lutar até a última gota de sangue, com o povo da Líbia por trás de mim”, afirmou.
De acordo com Kadafi, o “Ocidente mercenário” incita os jovens líbios a
movimentos contra o governo. “O governo dispõe de arquivos e
investigações sobre os líderes [das manifestações de protestos contra o
governo]”, disse ele. O coronel, que se autodenominou o “líder da
revolução”, afirmou ter “direito de lutar pela Líbia”. “A Líbia quer
glória, a Líbia quer estar no topo, no topo do mundo… Sou um
guerreiro, um revolucionário de tendas. Vou morrer como um mártir no
final”.
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O pronunciamento foi intercalado com imagens de manifestantes governistas, nas ruas da capital, Trípoli, segurando bandeiras da Líbia e mais a estátua de uma mão destruindo uma aeronave com o emblema dos Estados Unidos. Ele consultou também seu “Livro Verde”, lançado por ele mesmo em 1975, no qual expõe sua visão sobre a política.
Kadafi prometeu não usar força contra os manifestantes, mas ameaçou “aqueles que tomam parte na guerra civil”. Nos últimos dias, o governo tem sido acusado de usar helicópteros, aviões e tanques para reprimir oposicionistas que pedem sua renúncia.
Dia anterior
Ontem à noite, Kadafi apareceu, por cerca de um minuto, em imagem reproduzida pela rede de televisão estatal. Ele vestia uma roupa e um chapéu pretos, usava um guarda-chuva branco e aparecia dentro de seu carro, com a porta aberta.
Kadafi desmentiu os boatos de que havia fugido para a Venezuela, garantindo que estava e permaneceria em território líbio. O coronel qualificou os rumores de sua partida como “maliciosos”. “Não acreditem nessas TVs [do Ocidente]. Eles são todos cachorros. Até logo.”
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