Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Acusado de crimes contra a humanidade, o ex-presidente do Haiti Jean-Claude Duvalier, conhecido como Baby Doc, está proibido de deixar o país por ordem da Justiça. Depois de 25 anos exilado na França, o ex-presidente retornou ao Haiti no último domingo (16/01) quando estava marcada a realização do segundo turno das eleições, medida que foi adiada. Para especialistas internacionais, ele tem pretensões de voltar ao poder.

Grupos de defesa dos direitos humanos e de apoio a refugiados e repatriados no Haiti lideram movimento para a abertura de processos contra Baby Doc. Além de ser acusado de promover assassinatos, torturas e perseguições, também é denunciar de manter um sistema de trabalho escravo vinculado a pessoas da República Dominicana.


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Na quarta-feira, Baby Doc passou por um interrogatório, organizado por autoridades do Haiti. As autoridades sinalizaram que ele será interpelado judicialmente. As organizações estrangeiras mantêm em alerta a presença do ex-presidente no país. Ele ainda não explicou as razões de seu retorno a Porto Príncipe, a capital haitiana.

Baby Doc governou o Haiti de 1971 a 1986, período considerado um dos mais violentos, e só deixou o poder depois de uma reação popular. Ele mantinha uma milícia acusada de promover ações violentas, assassinatos, torturas e outros crimes. Na sua gestão, a economia haitiana sofreu drásticas perdas e a dívida externa aumentou em 40%.

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A presença de Baby Doc elevou a tensão no país, que vive um período de vazio político, pois um comitê internacional constatou fraudes nas eleições. Além disso, há dificuldades causadas pela epidemia de cólera e a reconstrução da infraestrutura do Haiti – destruída pelo terremoto de 12 de janeiro de 2010.

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Justiça proíbe Baby Doc de deixar o Haiti

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