Justiça iraniana adia decisão sobre mulher condenada à morte por adultério
Justiça iraniana adia decisão sobre mulher condenada à morte por adultério
A Suprema Corte do Irã adiou neste sábado (14/8) a decisão da sentença de Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, condenada à morte por adultério, informou o novo advogado de defesa da iraniana, Hotan Kian, citado pela agência Reuters.
Kian confirmou o adiamento pouco depois de um encontro com representantes da Justiça em Teerã. Ele informou também que a Justiça exigiu os documentos originais de uma queixa que Sakineh apresentou às autoridades antes da morte do marido. No próximo sábado, o advogado deverá comparecer novamente à Suprema Corte para saber uma resposta sobre o caso.
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Em 2006, Sakineh foi condenada à morte por apedrejamento sob acusação de adultério por ter supostamente mantido relações sexuais com dois homens, depois de perder o marido. Ashtani e a família negam as denúncias.
Segundo Kian, o encontro deste sábado, porém, o clima foi cordial, sem acusações nem ofensas contra a sua cliente. Kian assumiu a defesa depois que Mohammad Mostafael, o primeiro advogado da ré, foi para Europa, alegando ter sido intimidado por representantes da Justiça.
Sexta-feira à tarde, Saijad, de 22 anos; e Saide, de 17 anos, filhos de Sakineh, tiveram mais uma vez a permissão para visitar a mãe. Depois, o jovem telefonou para Mina Ahadi e contou que a mãe está sob forte pressão e mal conseguia falar.
Ontem, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota esclarecendo as informações sobre o pedido brasileiro de asilo político para a iraniana. Segundo a nota, o embaixador do Brasil em Teerã, Antonio Salgado, reuniu-se, em 4 de agosto, com o vice-ministro interino para as Américas do Ministério das Relações Exteriores do Irã para transmitir oficialmente o apelo em relação a Sakineh. Na visita, segundo o Itamaraty, também foi tratada oficialmente a oferta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de receber a iraniana no Brasil.
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