Terça-feira, 5 de maio de 2026
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O processo de quatro membros do movimento neonazista na França, suspeitos de organizar atentados entre 2017 e 2018, teve início nesta segunda-feira (19/06) no Tribunal Penal Especial para Menores, em Paris. As audiências serão públicas, anunciou o presidente do tribunal, Christophe Petiteau.

Os acusados hoje têm entre 21 e 28 anos, mas um deles era menor na época. As audiências devem ocorrer até dia 30 de junho e inicialmente aconteceriam a portas fechadas. Mas, na abertura do julgamento, o promotor Olivier Dabin argumentou que os debates “eram de interesse público”, por se tratar do primeiro processo na França de terrorismo de ultradireita.

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“A ameaça dos ataques em massa é nova e preocupante e se inspira nos ataques ocorridos nos países anglo-saxões. Essa ameaça tende a ser ‘importada’ para nosso território. A opinião pública merece ser informada da realidade desta ameaça, de suas ações e de seus projetos”, declarou Dabin.

Os advogados dos acusados contestaram a decisão, argumentando que os jovens poderiam falar mais abertamente sem a presença do público.

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Os quatro acusados participavam de um fórum na internet conhecido como “Projeto Waffenkraft”. As conversas, segundo a polícia, abordavam a elaboração de atos terroristas, sugeridos pelo líder do grupo, Alexandre Gilet, “o mais radical e motivado” de todos, segundo os investigadores. Gilet é membro do movimento neonazista da França.

Acusados no primeiro processo que julga atos terroristas da ultradireita na França participavam de fórum na internet que elaborava os ataques

Public Domain Pictures

Projetos de grupo terrorista também incluíam ataque a um comício do líder da esquerda francesa, Jean-Luc Mélenchon

Ex-policial na região de Ain, no centro da França, ele entrou na mira da Justiça em 2018, quando uma empresa de produtos químicos denunciou à policia uma encomenda que despertou suspeitas.

Após a operação de busca e apreensão em sua casa, os policiais encontram material suficiente para fabricar explosivos e duas kalachnikovs, além de outras armas, vídeos e fotos suspeitos. A polícia também encontrou imagens dos quatro acusados fazendo a saudação nazista, durante um treinamento em uma floresta próxima de Tours, na região central da França, em 2018.

Ataque com caminhão

Alexandre Gilet passou então a ser monitorado pela Justiça, mas continuou praticando tiro ao alvo e se inscreveu em um curso para se tornar motorista de ônibus, o que preocupou os investigadores. Eles associaram o curso um manifesto encontrado no computador do suspeito. No texto, o ex-policial descreve como matar o máximo de pessoas possivel com um caminhão. 

Em um segundo manifesto, o ex-policial explica que se radicalizou após os atentados de 13 de novembro de  2015. “Ele desenvolveu um ódio profundo e visceral, mas não fazia parte de nenhum partido político ou da extrema direita. Ele queria defender os outros e nunca colocaria seus projetos em prática”, disse à RFI sua advogada, Fanny Vial.

Entre os alvos do acusado, estavam bairros em Paris onde vivem muitos estrangeiros, além de mesquitas, reuniões do Conselho Representativo das Instituições Judias na França, o Parlemento europeu, a base aérea de Villacoublay, ao lado de Paris, e o Escritório da Liga Internacional contra o Racismo e o Antissemitismo. Os projetos também incluíam um ataque a um comício do líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon.