Justiça do Uruguai confirma a condenação de ex-paramilitares
Justiça do Uruguai confirma a condenação de ex-paramilitares
A Justiça do Uruguai confirmou a condenação de Nelson Bardesio e Pedro Freitas, ex-agentes da Direção Nacional de Informação e Inteligência (DNII), vinculados ao Esquadrões da Morte, pelo assassinato em 1971 do estudante Héctor Castagnetto.
O Tribunal de Apelações no Penal (TAP) confirmou em todos os termos e por unanimidade a sentença sobre os acusados, que integravam a organização de extrema-direita nos anos anteriores a ditadura militar (1973-1985).
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Segundo o jornal uruguaio La Republica, os ministros do tribunal Eduardo Borges, Bernardette Minville e José Bonavota confirmaram a decisão da juíza penal da 8ª Vara, Graciela Eustachio, como co-autores de um crime de “homicídio muito especialmente agravado” em virtude da responsabilidade de ambos pelo sequestro e desaparecimento de Castagnetto.
Bardesio foi detido em 24 de julho a pedido do Uruguai por agentes da Organização de Polícia Criminal Internacional (Interpol) em Buenos Aires e permanece em prisão administrativa, à espera da resolução da Justiça da Argentina.
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Sequestrado e interrogado em março de 1972 por dirigentes da guerrilha Movimento de Libertação Nacional – Tupamaros (MLN-T), ele confessou sua ligação com grupos paramilitares e parapoliciais com os ministérios do Interior e da Defesa e revelou a identidade de seus integrantes.
Após ser libertado pelos guerrilheiros uruguaios, Bardesio se desculpou pelos seus atos e abandonou o Uruguai em novembro de 1972, estima-se.
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