Quarta-feira, 15 de abril de 2026
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A Justiça do departamento boliviano de Cochabamba  expediu um mandado de prisão preventiva contra o ex-candidato presidencial da oposição e ex-governador, Manfred Reyes Villa, foragido há várias semanas. A ordem pede também a prisão de sua esposa, Patricia Aviles, informou hoje (1) o procurador Mauricio Julio.

Reyes Villa e Patricia são suspeitos de terem falsificado documentos na venda de propriedades.

Ele é também acusado pela Inspeção de Finanças de 14 crimes administrativos que teriam lesado os cofres públicos bolivianos em 2,4 milhões de dólares, na época em que Reyes Villa governou Cochabamba, de 2005 a 2008. O partido MAS (Movimento ao Socialismo), do presidente Evo Morales, alega também  tentativa de fraude eleitoral durante a campanha.

Dias antes das eleições, realizadas no dia 6 de dezembro, o presidente disse que o oposicionista havia decidido se candidatar apenas para evitar ser preso. O candidato a vice na chapa do PPB, Leopoldo Fernández, ex-governador de Pando, já está preso, acusado de responsabilidade pelas mortes de 17 camponeses, em setembro do ano passado, no episódio que ficou conhecido como “massacre de Pando”.

Reyes Villa foi derrotado no primeiro turno, com 26,59% dos votos, o que o distanciou amplamente de Morales, reeleito com mais de 64% dos votos.

Reyes Villa se diz vítima de “perseguição política”; ele está escondido e só mantém contato telefônico com alguns jornais. Evo Morales declarou recentemente que acredita na possibilidade de que ele fuja do país. “Do Ministério de Governo me dizem que está escondido na Bolívia. Mas quero ser sincero: não posso acreditar nisso”, afirmou.

No dia 5 de janeiro, ele deve ser ouvido  também ser ouvido como testemunha em um processo sobre as mortes de 63 pessoas ocorridas em outubro de 2003. Na época, forças oficiais reprimiram manifestações que pediam a renúncia do então presidente, Gonzalo Sánchez de Lozada.

Justiça decreta prisão de candidato derrotado na Bolívia

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