Junta militar do Egito diz que não permitirá que os protestos continuem
Junta militar do Egito diz que não permitirá que os protestos continuem
A junta militar que governa o Egito desde a renúncia do presidente Hosni Mubarak no último dia 11 assegurou nesta sexta-feira (18/02) que não permitirá que os protestos continuem no país.
“Não permitiremos que as práticas ilegais que colocam a nação em perigo continuem”, assegurou em comunicado recolhido pela televisão estatal egípcia o Conselho Supremo das Forças Armadas.
No comunicado, emitido enquanto milhares de egípcios ainda celebravam na praça Tahrir o “Dia da Vitória”, para comemorar a renúncia do presidente Hosni Mubarak na sexta-feira passada (11/02), os militares insistiram que os protestos e as manifestações prejudicam os interesses da nação.
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Assim, dizem que os pedidos particulares de alguns grupos e a organização de protestos “afetam os interesses, interrompem a produção” e criam uma condição econômica crítica “que conduzem à deterioração da economia do país”.
Além disso, indicam que “alguns indivíduos impedem que os funcionários do Estado realizem seus trabalhos, o que prejudica o andamento da produção e faz com que as perdas se dupliquem”.
Para eles, “a continuação de um estado de instabilidade acabará afetando a segurança”.
Para colocar fim a estes perigos, o Conselho Supremo insiste na necessidade de que “os cidadãos honoráveis assumam sua responsabilidade e façam frente a todo indivíduo irresponsável”.
“O Conselho Supremo das Forças Armadas não permitirá que estas práticas ilegais continuem enquanto significarem um enorme perigo para a nação”, conclui a nota.
Este é a primeira mensagem de advertência da junta militar desde a emissão do primeiro comunicado na quinta-feira passada, um dia antes da renúncia de Hosni Mubarak, que deixou o poder após os protestos que começaram no dia 25 de janeiro.
*Com agência Efe
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