Juiz britânico aprova extradição de Julian Assange para a Suécia
Juiz britânico aprova extradição de Julian Assange para a Suécia
O juiz britânico Howard Riddle decidiu nesta quinta-feira (24/02) pela extradição do fundador do site Wikileaks, Julian Assange, à Suécia. Assange, que é acusado por quatro crimes de agressão sexual no país, luta desde dezembro para reverter o pedido feito pela Justiça sueca.
A partir de hoje, a defesa tem sete dias para recorrer da decisão em instâncias superiores.
“Os dois lados, a acusação e a defesa, disseram ao juiz que vão recorrer, se perder, por isso já estamos trabalhando”, disse Mark Stephens, advogado Assange, ao jornal londrino The Independent, logo após a decisão ser anunciada.
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Efe

A advogada Jennifer Robinson e Assange
A defesa do australiano, de 39 anos, alega que, caso ele seja enviado à Suécia, não terá um julgamento justo. De acordo com seus advogados, existe ainda a possibilidade de ele ser extraditado para os Estados Unidos, onde poderia sofrer ações judiciais e até ser preso pelo vazamento de milhares de informações
confidenciais da diplomacia norte-americana.
Outro argumento da defesa é de “abuso de direito” por parte da Justiça sueca, já que os crimes ainda não foram investigados, já que o processo está na fase inicial. Assange foi detido em
Londres em dezembro, após receber ordem de extradição da Promotoria
sueca.
Sob Assange, pesam quatro acusações na Suécia. Uma mulher, identificada como “Miss A.” queixou-se formalmente contra ele por “coerção ilegal”, dizendo que ele usou o peso de seu corpo para imobilizá-la com intenção sexual. Ela também o acusa de “abuso sexual”, alegando que ele se recusou a usar preservativo, como ela havia pedido, e afirma também que ele “abusou deliberadamente” dela, “violando sua integridade sexual”.
A quarta e última acusação se refere a uma segunda mulher, identificada como “Miss W.”, que o acusa de ter mantido relações sexuais sem preservativo e enquanto ela dormia.
Na última audiência deste processo judicial, realizada há duas semanas, a defesa de Assange argumentou que uma extradição representará que o fundador do Wikileaks será submetido a julgamento sem testemunhas, como o estabelece a lei sueca para os crimes sexuais.
*Com agências
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