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Juan Manuel Santos tomou posse hoje (7/8) como presidente da Colômbia em uma cerimônia realizada na Praça de Bolívar em Bogotá, com a presença de vários chefes de Estado e de Governo.

Ele disse às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que está “aberto” ao diálogo para pôr fim à violência, mas com a condição de que a guerrilha renuncie “às armas, ao sequestro e ao narcotráfico”.

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Santos prestou juramento e recebeu a faixa presidencial diante dos mais de cinco mil convidados, entre os quais 107 delegações internacionais representadas, segundo os últimos dados fornecidos pela chancelaria colombiana. 

Efe



Santos recebe a faixa presidencial, observado por Álvaro Uribe

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Antes da cerimônia de posse, Santos, como presidente eleito, esteve em uma cerimônia indígena na cadeia montanhosa Sierra Nevada de Santa Marta, no norte do país, onde recebeu um bastão de comando dos líderes espirituais locais. 

No discurso de posse, Santos agradeceu aos eleitores  – o presidente foi eleito com 69% dos votos no segundo turno – e prometeu unidade nacional. “Um governo de unidade naciona, como o que proponho,  não implica em uma repartição burocrática, mas sim uma grande aliança.” 

“Que fique claro: não quero um país sem partidos e sem controvérsias ideológicas.”

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Posteriormente, Santos abordou o tema da pobreza na Colômbia. A Colômbia, apesar de ser o terceiro país mais rico da América do Sul, atrás apenas de Brasil e Argentina, está entre os mais desiguais do continente. De acordo com dados divulgados pelo governo, atualmente a pobreza atinge 46% da população, número que chegava a 53% em 2002, quando Uribe assumiu a presidência.

“Aos pobres digo: não falharemos. Pretendeo abaixar o nível de desemprego [atualmente 12% da população] a um dígito só. A pobreza e o desemprego não podem ser condições eternas dos colombianos”, afirmou o presidente. 

No tema da violência e FARC, afirmou que seu governo estará aberto ao diálogo. “Meu governo estará aberto a qualquer negociação que busque a erradicação da violência. A porta do diálogo não está fechada com chaves”, afirmou Santos, para completar: “É possível termos uma Colômbia sem guerrilha, e vamos conseguir isso, pela razão ou pela força.”

“Enquanto não libertarem os reféns, enquanto continuarem cometendo atos terroristas, enquanto não devolverem as crianças recrutadas à força, enquanto continuarem minando e contaminando os campos colombianos, continuaremos enfrentando a todos os violentos, sem exceção”, advertiu Santos em seu discurso de posse.

Essa foi sua resposta à mensagem do líder máximo da guerrilha, Guillermo León Sáenz, conhecido como 'Alfonso Cano', quem propôs ao novo governo “conversar” para superar a “terrível situação” que vive o país, em mensagem gravada no “mês de julho” e divulgada na semana passada.


 Por causa da chuva que cai sobre a histórica Praça de Bolívar, os
organizadores da cerimônia distribuíram guarda-chuvas para proteger o
público.

Santos sucederá Álvaro Uribe na Presidência da Colômbia, quem
ostentou o cargo desde 2002, e se transformará no 59º líder da história
republicana do país.



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*Com agências


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Juan Manuel Santos toma posse e diz estar "aberto" ao diálogo com as FARC

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