Terça-feira, 19 de maio de 2026
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Vários jornalistas que estão na capital egípcia para a cobertura das manifestações que começaram há cerca de 10 dias contra o governo do ditador Hosni Mubarak relatam que estão sofrendo agressões.

O jornalista brasileiro Luiz Antônio Araujo, enviado especial ao Egito do jornal do Rio Grande do Sul Zero Hora e da rede RBS, disse que foi agredido e roubado por um grupo de 50 simpatizantes do presidente egípcio. Segundo Araujo, ele foi cercado por um pelos manifestantes munidos de pedras e facas, que roubaram sua câmera digital e carteira.

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De acordo com o jornalista, o ataque ocorreu nesta quinta-feira (03/02) quando ele estava perto da Praça Tahrir, no Cairo, local que se transformou em palco de violentos confrontos entre manifestantes favoráveis e contrários ao governo. ''Era um grupo de cerca de 50 pessoas com facas e pedras. Eles levaram minha câmera digital e minha carteira. Tenho certeza que [os agressores] eram simpatizantes de Mubarak porque o ataque aconteceu em uma área controlada por eles.''

Araujo contou que o roubo ocorreu na frente de soldados do Exército egípcio, que estão acampados na praça desde quarta-feira (02/02), mas que os militares não esboçaram qualquer reação. Além de Araujo, outros jornalistas estrangeiros foram agredidos ou detidos nos arredores da praça.

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O repórter da BBC Rupert Wingfield-Hayes disse ter sido preso pela polícia secreta egípcia, algemado e vendado. Segundo ele, os policiais prenderam-no por três horas, interrogaram-no e depois o soltaram.

A emissora Reuters Television relatou que integrantes de sua equipe foram agredidos na quarta-feira (02/02), perto da Praça Tahrir, enquanto registravam imagens para uma reportagem sobre bancos e lojas que foram obrigadas a fechar durante os confrontos entre as duas facções.

A jornalista Christiane Amanpour, da rede ABC News, contou ter sido cercada por militantes quando tentava entrevistar um ativista pró-Mubarak e eles teriam gritado: ''vá para o inferno'' e ''nós odiamos os Estados Unidos''.

O repórter da rede CNN Anderson Cooper disse que, ao entrar na praça, ele, um produtor e um cinegrafista foram cercados por uma multidão, que começou a socá-los e a tentar a tomar suas câmeras.

A rede de TV americana CBS informou que integrantes de sua equipe foram forçados a abandonar a Praça Tahrir não sem antes entregar suas câmeras sob a mira de armas por supostos militantes pró-governo.

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Jornalistas relatam agressões, roubos e humilhação durante cobertura da crise no Egito

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