Domingo, 26 de abril de 2026
APOIE
Menu

Funcionários de jornais franceses e da agência de notícias espanhola Efe estão em greve por questões trabalhistas. A paralisação na França – em curso desde ontem (21/4) – foi convocada em resposta à recusa das editoras em subir os salários dos trabalhadores de imprensa e a distribuição. Já os trabalhadores da Efe protestam desde hoje (22/4) em defesa dos salários.

Os sindicatos da agência Efe se opõem a uma proposta feita pela direção para reduzir os salários entre 4 e 8% em 2010, 2011 e 2012, exceto para os mais baixos, e teriam em contrapartida a garantia de manter o quadro de funcionários durante estes três anos além de mais dias de férias.

A Efe, muito presente na América Latina, se vê afetada pela crise nos meios de comunicação e sofreu em 2009 perdas de 1,6 milhão de euros (2,1 milhões de dólares). A agência emprega cerca de mil pessoas, entre elas 650 jornalistas, que negaram em um referendo na última semana a redução de salários, ao mesmo tempo em que pediram a prorrogação da mudança da sede da Efe para um distrito menos central de Madri.

Vários grupos de imprensa espanhóis, como a PRISA, impuseram reduções de salários ou realizaram cortes em seus quadros de funcionários em 2009. Cerca de três mil jornalistas espanhóis perderam seus empregos desde o início da crise, em 2008, que provocou uma redução dos lucros publicitários.

França

A  greve nos setores de imprensa e distribuição deixou a França praticamente sem jornais. Os jornaleiros de Paris não receberam nenhum jornal do país, e distribuíram apenas os veículos da imprensa estrangeira.

Os diários Le Monde, Les Echos e Tribune, entre outros, anunciaram que publicarão na internet, de forma gratuita, suas edições do dia.

Siga o Opera Mundi no Twitter

Jornalistas franceses e funcionários da agência Efe entram em greve

NULL

NULL

NULL