Jornalista do Guardian, detido na Líbia há duas semanas, é libertado
Jornalista do Guardian, detido na Líbia há duas semanas, é libertado
O jornalista do jornal britânico The Guardian, detido há 15 dias por autoridades líbias, foi libertado, informou nesta quarta-feira a edição digital do próprio veículo.
O repórter Ghaith Abdul Ahad foi capturado junto com Andrei Netto, correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, na cidade litorânea de Sabratha em 2 de março. Posteriormente, os dois foram transferidos a uma prisão situada nos arredores de Trípoli.
Embora Netto tenha sido posto em liberdade há uma semana, as autoridades líbias continuavam com Abdul Ahad.
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O diretor do jornal, Alan Rusbridger, afirmou nesta quarta-feira que o jornalista se encontra fora da Líbia, em um lugar “seguro”. “Estamos agradecidos a todos aqueles que trabalharam para ajudar em sua libertação após este suplício”, disse Rusbridger.
Abdul-Ahad, que entrou na Líbia através da Tunísia e que trabalhava no país há duas semanas, fez contato com o jornal britânico pela última vez no dia de sua captura.
O jornalista, cidadão iraquiano, trabalha como correspondente do Guardian desde 2004.
Por outro lado, quatro jornalistas do The New York Times estão desaparecidos na Líbia. A informação foi divulgada pelo próprio jornal nesta quarta-feira (16), em seu site. O último contato ocorreu na manhã de terça-feira. As informações, ainda desencontradas, dão conta de que eles teriam sido capturados em Ajdabiya por forças do governo líbio.
Um dos desaparecidos, o repórter Stephen Farrell, já havia sido raptado pelos talibãs em 2009. Os outros jornalistas são Anthony Shadid, chefe do jornal em Beirute, e os fotógrafos Tyler Hicks e Lynsey Addario.
(*) com Efe e outras agências internacionais
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