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Atualizado às 19h20

O jornalista do jornal O Estado de S. Paulo, Andrei Netto, foi libertado na tarde desta quinta-feira (10/03) na Líbia. Netto está, neste momento, na casa do embaixador brasileiro, George Ney de Souza Fernandes, e passa bem. Segundo informações passadas ao jornal pela mulher do repórter, ele não foi torturado no período em que esteve preso.

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“O jornalista Andrei Netto, um dos enviados especiais à Líbia, encontra-se na residência do embaixador brasileiro na Líbia, recém-libertado pelas forças do governo líbio, encontra-se bem e já se comunicou com a família”, disse o diretor de Conteúdo do Grupo Estado, que edita o jornal, Ricardo Gandour.

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Segundo a mulher do jornalista a O Estado de S. Paulo. Segundo ela, Netto foi levado para uma base militar, onde ficou por oito dias em uma cela. A direção do jornal ainda não conseguiu falar com o repórter.

As informações obtidas pelo jornal até agora foram conseguidas indiretamente pela esposa e pela embaixada brasileira na Tunísia. Por causa de problemas nas comunicações da Líbia, o jornal está sem comunicação com o jornalista na tarde de hoje.

 

Segundo informações da direção do jornal, Netto entrou no país pela fronteira da Tunísia e estava tentando regularizar sua condição no país no momento da prisão. A alegação para prendê-lo foi a de que não preencheu um documento corretamente.

Por conta da falta de documentação adequada exigida para trabalhar no país africano, o jornalista deixará a Líbia na condição de deportado.

Segundo o diretor, Netto deverá deixar a Líbia nas próximas horas. De acordo com informações preliminares, o jornalista ficou preso por oito dias. A direção de O Estado de S. Paulo informou na terça-feira (09/03) que tinha perdido o contato com o repórter havia uma semana. Netto fazia a cobertura jornalística na área de Zawiya, uma das regiões onde os conflitos são mais intensos. A pedido da direção do jornal, o Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada do Brasil na Líbia passaram a ajudar na localização de Netto.

A presidenta Dilma Rousseff também pediu providências urgentes ao ministro interino das Relações Exteriores, embaixador Ruy Nogueira, para garantir a integridade física e a libertação do repórter brasileiro.

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Jornalista brasileiro é libertado na Líbia

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