Jobim nega que documentos do Wikileaks prejudiquem relações com EUA
Jobim nega que documentos do Wikileaks prejudiquem relações com EUA
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, minimizou nesta sexta-feira em Madri a importância dos documentos divulgados nesta semana pelo site Wikileaks e negou que essas revelações possam prejudicar a relação entre o Brasil e os Estados Unidos.
“São opiniões de embaixadores. São manifestações pessoais do embaixador (dos EUA) daquela época e que fez afirmações em meu nome, somente isso”, declarou Jobim à agência de notícias espanhola Efe.
Leia mais:
Documentos vazados pelo Wikileaks contradizem discurso de guerra às drogas no México
Amazon é acusada de ameaça à liberdade de expressão por expulsar Wikileaks
Hillary telefona para Cristina para 'dar explicações' sobre Wikileaks
Jornal de Cuba associa Wikileaks a extrema-direita dos EUA
O ministro se pronunciou sobre o assunto após assinar um acordo com a ministra da Defesa espanhola, Carme Chacón, que prevê um aumento da cooperação militar bilateral.
Questionado sobre a possibilidade das mensagens diplomáticas publicadas pelo Wikileaks prejudicarem as relações entre o Brasil e os EUA, Jobim respondeu: “Não, não acho. A relação transcende as pequenas questões que foram divulgadas em relação ao Brasil”.
Um dos documentos, divulgados nesta semana pelo site, foi enviado em novembro de 2009 da Embaixada dos EUA em Brasília, e revela conversas entre a diplomata norte-americana Lisa Kubiske e o ministro da Defesa.
“Falando de temas de segurança regional”, diz um desses documentos, “Jobim quase reconheceu a presença da guerrilha das Forças Revolucionárias da Colômbia (FARC) na Venezuela e deu sugestões para aumentar a segurança na fronteira entre Colômbia e Equador”.
Bala
No entanto, Jobim afirma no documento que reconhecer publicamente a presença das FARC na Venezuela impediria um eventual trabalho de mediação do governo brasileiro entre Bogotá e Caracas. Perguntado nesta sexta-feira se confirmava essa informação, o ministro da Defesa respondeu.
“Não. Eu disse ao embaixador (dos EUA) que se as FARC vierem ao Brasil, elas serão recebidas a bala. E que havia a necessidade de acabar com as FARC”.
Jobim ressaltou à Efe que as FARC “não estão no Brasil. No Brasil entram brasileiros e aqueles que nós desejamos que entrem. Só isso”.
Histórico
Em outro documento do Wikileaks, o ministro revela que o presidente da Bolívia, Evo Morales, tinha um “grave tumor” no nariz no início de 2009 e foi convidado por Luiz Inácio Lula da Silva para ser operado em um hospital de São Paulo.
Leia mais:
João Pedro Stédile: ''EUA são os maiores terroristas do mundo''
Wikileaks: documento diz que MST e movimentos sociais são obstáculos a lei antiterrorismo no Brasil
Por dentro do Wikileaks: a democracia passa pela transparência radical
Jobim nega declarações reveladas em documento pelo Wikileaks
A mensagem, de 22 de janeiro de 2009, relata uma conversa entre Jobim e o então embaixador norte-americano no Brasil, Clifford M. Sobel, após um encontro em La Paz entre Morales e Lula. Sobre esse assunto, Jobim admitiu nesta sexta-feira que “Morales tinha um problema no nariz”, mas afirmou que o documento “não fazia sentido” e que suas palavras foram exageradas.
No último domingo (28/11), o Wikileaks começou a publicação em massa de mais de 250 mil documentos diplomáticos norte-americanos aos quais teve acesso, muitos deles com revelações embaraçosas para Washington e seus aliados.
Siga o Opera Mundi no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
NULL
NULL
NULL























