Japão pede ajuda formalmente aos EUA para resfriar reatores nucleares
Japão pede ajuda formalmente aos EUA para resfriar reatores nucleares
O governo japonês solicitou formalmente aos Estados Unidos ajuda para resfriar os reatores nucleares danificados pelo terremoto no Japão na semana passada, informou nesta segunda-feira (14/03) a Comissão Reguladora da Energia Nuclear (NRC) norte-americana.
Em entrevista coletiva na Casa Branca, o presidente da comissão, Gregory Jaczko, indicou que a NRC respondeu ao pedido e pode fornecer assistência técnica.
A NRC já conta com dois técnicos presentes no Japão, que têm como missão informar à embaixada dos EUA sobre o desenvolvimento dos eventos dentro de uma equipe da Agência Internacional Norte-Americana para o Desenvolvimento (USAID).
“É uma situação séria e seguiremos fornecendo toda a assistência que for solicitada”, declarou Jaczko.
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Tanto Jackzo como o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, asseguraram que, apesar do ocorrido no Japão, o governo não mudará sua política de apoio à energia nuclear, um dos pilares da estratégia energética do presidente Barack Obama para reduzir a dependência do petróleo estrangeiro.
Neste sentido, o presidente da comissão indicou que as usinas nucleares norte-americanas são construídas para suportar todo tipo de desastres naturais, incluindo tsunamis e terremotos.
Carney não quis pronunciar-se, no entanto, sobre se estas construções estão preparadas para resistir um terremoto similar ao ocorrido no Japão.
A energia nuclear, declarou por sua parte Carney, “continua sendo parte do plano energético do presidente… É uma parte essencial para alcançar padrões de energia limpa”.
Previamente, em discurso em um centro de Ensino Médio, Obama tinha reiterado que os Estados Unidos continuarão oferecendo toda a assistência possível ao Japão após o devastador terremoto registrado na semana passada, que lhe deixou “desconsolado”.
“Sigo desconsolado pelas imagens da devastação no Japão”, indicou o presidente americano ao iniciar um discurso sobre a reforma educativa em uma escola de Arlington, na Virgínia.
Os Estados Unidos, indicou, “seguirão firmemente ao lado do povo japonês para fazer frente a esta crise”.
Os responsáveis do reator 2 da usina japonesa de Fukushima tentam refrigerá-lo, depois que pudesse ter sofrido nesta segunda-feira uma fusão parcial por superaquecimento, da mesma forma que esfriam o reator 3, onde houve uma explosão que não produziu vazamento de radioatividade.
Enquanto as autoridades se concentram em controlar o risco nuclear, cresce o número de vítimas mortais do terremoto que causou a pior tragédia no Japão desde a Segunda Guerra Mundial.
De acordo com a última apuração policial, mais de 1,8 mil pessoas morreram e mais de 3 mil estão desaparecidas devido ao sismo de 8,9 graus na escala Richter, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), ocorrido na sexta-feira e que originou um devastador tsunami.
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