Domingo, 17 de maio de 2026
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Parentes das vítimas de crimes atribuídos ao ex-ativista italiano Cesare Battisti, além de parlamentares de direita e esquerda, organizam para esta terça-feira (04/01) à tarde uma série de manifestações. A ideia é que os protestos ocorram em diferentes cidades da Itália e demonstrem a indignação contra a decisão do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não extraditar Battisti.

Há manifestações previstas para a frente das representações diplomáticas do Brasil na Itália – principalmente em Roma, na frente da embaixada, na Piazza Navona, e no consulado em Milão. Ainda em Milão, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, encontra-se com Alberto Torregiani, filho de uma das supostas vítimas de Battisti.

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“O governo italiano está cumprindo todos os passos para reverter a situação”, disse o responsável internacional da Associação das Vítimas do Terrorismo na Itália, Luca Guglielminetti. “O Estado deve levar a questão novamente ao Supremo Tribunal Federal e tudo indica que também apresentará o caso na Justiça internacional, na Corte de Haia”, disse.

Em seguida, Guglielminetti  acrescentou que: “Apoiamos iniciativas de cidadãos rumo ao boicote, como por exemplo, de viagens de turismo ao Brasil, e a revisão das relações comerciais entre os dois países”, disse. “A decisão de Lula foi um sonoro tapa no rosto de toda a população, instituições públicas e familiares das vítimas italianas”.

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O ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa, afirmou que a recusa de Lula em entregar Cesare Battisti “foi uma punhalada pelas costas e um presente aos radicais chiques da França e aos extremistas de esquerda do Brasil”.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse que o principal argumento do governo do seu país para garantir a extradição é o desrespeito ao Tratado de Extradição assinado com o Brasil.

Para o jurista internacional italiano Antonio Cassese, “o Brasil não vai voltar atrás” e “somente a ONU [Organização das Nações Unidas] poderá resolver o caso”. Ele disse ainda que “qualquer jurista dotado de um mínimo de equilíbrio diria que o Brasil violou o Tratado de Extradição”.

“O Brasil e a Itália assinaram ainda um acordo em 1954 que prevê a criação de uma Comissão de Conciliação que, em quatro meses, pode resolver as controvérsias entre os dois Estados. Essa comissão seria composta por um brasileiro, um italiano e uma terceira autoridade a ser designada em comum acordo”, acrescentou Cassese.

Uma das alternativas sugeridas pelo jurista é que comissão opte por uma saída “honrosa” para os dois países, determinando a extradição de Cesare Battisti sob determinadas condições especiais.

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Italianos organizam série de protestos contra decisão do Brasil em relação a Battisti

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