Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Na Itália, um em cada cinco jovens não tem emprego ou estuda, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (Istat, em italiano). A proporção de exclusão dos estudos e do trabalho entre os jovens na
Itália é a mais elevada da Europa, quando os dados, de 2010, são comparados com os de 2009.

O estudo também mostrou que cerca de uma em cada três famílias italianas correm o risco de cair na criminalidade. A proporção muda conforme a região. Em Campânia, no centro-sul da Itália, o risco de criminalidade é o maior do país, 40,2%, enquanto o menor risco foi registrado em Basilicata, também ao sul, com 5,2%.

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Segundo o Istat, a juventude não está incluída na educação escolar, nem no mercado de trabalho, e os incluídos representam “pouco mais de dois milhões, 21,2% dos jovens entre 15 e 29 anos”.

  

Nesse mesmo ano, “as famílias em condições de pobreza relativa equivaliam a 10,8% das famílias residentes” no país, o que representa 7,8 milhões de indivíduos pobres e 13,1% da população residente, segundo o estudo. A pobreza absoluta, por sua vez, abrangia 4,7% das famílias e um total de 3,1 milhões de pessoas. 

Cerca de 45% dos desempregados estão procurando emprego há mais de um ano na nação europeia, que registra a maior taxa de desemprego da União Europeia (UE), cuja média neste quesito é de 27%. Entre as mulheres, a taxa de desemprego foi ainda maior em 2009: 48,9%, o segundo maior índice da UE, atrás apenas de Malta.

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Segundo as estatísticas levantadas, um em cada cinco empregos no sul da Itália é ilegal, e na agricultura, um em cada quatro o são, enquanto em todo o país, a quantidade deste tipo de posto de trabalho é de 11,9%. A região com mais empregos ilegais é a Calábria, no extremo sul do país, com 26,6%, e a com menos é a Emilia-Romagna, no norte, com 8,5%. Estes dados são relativos a 2008.

  

Com relação aos dados educacionais, o instituto verificou que, durante ao menos um ano, 47% dos italianos leram ao menos um livro. Além disso, “pouco mais de um italiano em cada dois [55%] lê um jornal ao menos uma vez por semana, e pouco mais de um em cada cinco utiliza a internet para ler (…) jornais, notícias ou revistas”.

Idosos



O estudo também revelou que a Itália tem mais idosos do que jovens. “Em primeiro de janeiro de 2020, eram 144 idosos para 100 jovens”. “Na Europa, apenas a Alemanha apresenta um índice de velhice tão acentuado”, comenta o Istat.

  

A vida média dos italianos é de 84,1 anos para as mulheres e de 78,9 anos para os homens, tendo havido um aumento médio de 2 anos e 1,3 ano para cada sexo entre 2008 e 2009, respectivamente. Estes são os níveis mais altos entre todos os países da UE.

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Itália: um em cada cinco jovens está sem emprego e estudo, diz instituto

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