Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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O ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, disse nesta terça-feira (22/02) que seu país teme que os conflitos no mundo árabe ocasionem “uma guerra civil” ou uma “imigração de dimensões históricas”. Por sua vez, o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) pediu aos países em geral, e especialmente aos vizinhos da Líbia, que mostrem solidariedade e não rejeitem os possíveis refugiados que deixem o país, afetado pela violenta repressão às manifestações contra o regime de Muamar Kadafi.

“Por favor, não os rejeitem”, pediu a porta-voz do ACNUR, Melissa Fleming, em referência à possibilidade de refugiados líbios e de outras nacionalidades tentarem deixar a Líbia na busca por um local seguro.

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Segundo o ACNUR, três mil refugiados ou solicitantes de asilo, provenientes principalmente de territórios palestinos, Sudão, Iraque, Eritreia, Somália e Chade vivem na Líbia. Ela revelou que se sabe de casos de somalis que estão sendo perseguidos em Trípoli porque se suspeita que possam ser mercenários. Melissa ressaltou que estas pessoas permanecem escondidas e evitam sair às ruas, apesar de precisarem comprar alimentos.

“Estamos muito preocupados com o risco de uma guerra civil e de uma imigração, para a União Europeia, de dimensões históricas”, afirmou o chanceler italiano, que está no Cairo para se reunir com os novos líderes locais.

O diplomata também comentou os acontecimentos na Líbia, contando que o governo italiano está “fortemente abalado” com o que viu “e com o que foi confirmado pelo noticiário”.

“O único caminho é o diálogo nacional de reconciliação”, disse Frattini, ressaltando o desejo da Itália de que todos os turistas italianos possam regressar ao país com segurança.

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Itália teme 'imigração histórica' de países árabes; ACNUR pede solidariedade a refugiados

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