Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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 O governo italiano suspendeu neste o Tratado de Amizade entre Itália e Líbia assinado pelos respectivos líderes Silvio Berlusconi e Mummar Kadafi em 29 de agosto de 2008 na cidade líbia de Benghazi, que continha importantes acordos na luta contra a imigração ilegal. O anúncio foi feito neste sábado (26/02) o ministro da Defesa italiano, Ignazio La Russa, durante um ato oficial na cidade de Livorno (centro da Itália).

“O tratado Itália-Líbia já não existe de fato, é inoperante, está suspenso”, afirmou La Russa, em declarações divulgadas pela imprensa italiana.

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“Os homens da Guarda de Finanças que estavam nas lanchas para controlar o que faziam os líbios, que tinham o comando (na vigilância do litoral contra a imigração ilegal), agora estão em nossa embaixada”, explicou o ministro.

Segundo ele, Roma considera “provável” que sejam “muitíssimos” os imigrantes ilegais que possam deixar o litoral líbio em direção à Itália nos próximos dias.

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Diante deste temido êxodo em massa de cidadãos líbios para a costa italiana, La Russa apelou neste sábado à solidariedade de outros países da Europa.

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O Tratado de Amizade entre os dois países compreende a cooperação no combate à imigração ilegal, com uma intensificação da fiscalização nas alfândegas líbias, bem como um ressarcimento econômico por parte de Roma pela colonização imposta à Líbia na primeira metade do século XX. Este ressarcimento é de 5 bilhões de dólares durante 20 anos.

O acordo contempla, além disso, investimentos italianos em obras de infraestrutura líbia, assim como bolsas de estudos para jovens da Líbia que queiram estudar na Itália.

Liderança comprometida

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, por sua vez, disse que o líder líbio, Muamar Kadafi, já não controla a situação em seu país e manifestou sua inquietação perante um futuro “repleto de graves incógnitas” com possíveis regimes de fundamentalismo islâmico próximos à Itália.

Durante um congresso do PRI (Partido Republicano Italiano) que aconteceu neste sábado em Roma, Berlusconi pediu que tanto a Europa quanto o resto do Ocidente não se mantenham como “mero espectadores” da turbulência política que atinge o Norte da África.

“Parece que efetivamente Kadafi já não controla a situação. Muitos homens importantes deixaram sua equipe de governo”, afirmou Berlusconi, em discurso retransmitido ao vivo pela televisão.

O premiê italiano alertou que, com os recentes acontecimentos no Norte da África, os povos árabes podem se aproximar da democracia, mas também podem se converter em Estados fundamentalistas islâmicos “não longe do litoral italiano”. “Para nós, o futuro está repleto de graves incógnitas”.

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Itália suspende Tratado de Amizade com Líbia

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