Domingo, 3 de maio de 2026
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As autoridades italianas comemoraram hoje (13/7) a operação que levou à prisão de mais de 300 pessoas ligadas à 'Ndrangheta, a máfia da região da Calábria, em uma das maiores ações do tipo realizadas nos últimos anos pelas forças de ordem.

O ministro do Interior, Roberto Maroni, ressaltou a importância da iniciativa, assegurando que o grupo ilegal foi “golpeado no coração de seu sistema criminoso, tanto no aspecto organizacional quanto no patrimonial”.

O titular deu os parabéns aos chefes das investigações, responsáveis “pela excepcional operação anti-máfia conduzida hoje em várias regiões da Itália”, e que envolveu mais de três mil homens nas províncias de Milão, na região da Lombardia, e nas de Reggio Calábria, Vibo Valentia e Crotone, na Calábria.

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“Os excelentes resultados conseguidos nestes últimos meses contra a máfia são fruto de uma constante e eficaz obra de coordenação entre as forças de polícia e a magistratura, todos empenhados de modo extraordinário na ação de combate ao crime organizado”, acrescentou Maroni.

Ressaltando que a de hoje foi “a mais imponente operação dos últimos anos contra a 'Ndrangheta”, o ministro da Justiça, Angelino Alfano, lembrou que a partir de janeiro o grupo foi definido pelas leis italianas como “organização criminosa complexa, governada por uma verdadeira cúpula, com uma estrutura de comando centralizada e piramidal”.

“Estamos satisfeitos que, mais uma vez, uma lei nossa receba pronta e útil aplicação contra a criminalidade organizada e em benefício dos nossos concidadãos”, completou o funcionário, cumprimentando as autoridades que coordenaram a ação, “assegurando à Justiça” as prisões e apreensões de dinheiro e propriedades.

O ministro da Defesa, Ignazio La Russa, também parabenizou as forças de ordem, “que mais uma vez demonstraram grande eficiência e profissionalismo na luta contra o crime”, e Maroni, “pelo sucesso da grande operação que levou à prisão de centenas de expoentes do crime organizado e ao sequestro de bens”.

Os senadores do país europeu, reunidos em sessão, receberam com uma salva de palmas as informações sobre a iniciativa. “Me uno e partilho deste aplauso da assembleia”, declarou o presidente da Casa, Renato Schifani, em resposta às comemorações suscitadas pela notícia da prisão de Domenico Oppedisano, considerado o chefe número um dos clãs mafiosos calabreses.

Operação

No total, desde a madrugada desta terça-feira foram executadas 304 medidas restritivas – entre detenções de indiciados e ordens de prisão. As acusações incluíam associação mafiosa, tráfico de armas e drogas, homicídio, extorsão, usura, entre outros crimes graves.

As investigações policiais se focaram principalmente na infiltração da 'Ndrangheta, originária do sul da Itália, no norte do país, em meio às atividades produtivas, comerciais, políticas e administrativas locais.

Foram apreendidos durante a operação, batizada de “O crime”, “bens móveis e imóveis de dezenas de milhões de euros”, segundo os investigadores, que garantem que a iniciativa “desestruturou” os principais clãs hegemônicos de Reggio Calábria.

Entre os presos está o diretor da agência de saúde da província de Pavia, na Lombardia, Carlo Antonio Chiriaco, um assessor comunal, um ex-assessor provincial e quatro policiais, além de empresários e do chefe absoluto da 'Ndrangheta nesta região, Pino Neri.

Neri é acusado de ter direcionado votos sob indicação de Chiriaco para o deputado do partido governista (PDL) Povo da Liberdade Giancarlo Abelli, que por sua vez não foi incluído entre os investigados e negou ter vínculos com a máfia. Chiriaco foi suspenso de suas funções, segundo anúncio do governo lombardo.

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Itália prende mais de 300 em operação contra máfia calabresa‎

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