Quarta-feira, 8 de abril de 2026
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O governo da Itália publicou nesta quinta-feira (02/01) um novo pedido para que o Irã ordene a “libertação imediata” da jornalista Cecilia Sala, presa desde o dia 19 de dezembro sob a acusação de “violação das leis islâmicas”.

O documento difundido pelo Ministério das Relações Exteriores da Itália foi assinado pelo chanceler Antonio Tajani e pelo ministro da Justiça, Carlo Nordio, e entregue ao governo iraniano pela embaixadora italiana em Teerã, Paola Amadei.

Sala é correspondente do jornal italiano Il Foglio, além de participante do podcast Chora Media. Segundo a agência italiana ANSA, a jornalista estaria detida em uma solitária, no presídio de Evin, em Teerã.

No documento enviado ao governo iraniano, Roma também solicita “melhores condições carcerárias” para Sala, e “a possibilidade de serem entregues insumos básicos” a ela.

Também foi solicitada uma nova reunião da embaixadora Amadei com as autoridades do país. O último encontro da diplomata para tratar do tema aconteceu na última sexta-feira (27/12).

ANSA
Governo italiano solicitou reunião entre a embaixadora do país em Teerã com as autoridades iranianas

Em entrevista à ANSA, o chanceler Tajani disse que o governo da premiê Giorgia Meloni “tem trabalhado com grande discrição para resolver este problema extremamente intrincado”.

“Estamos fazendo tudo o que podemos, estamos constantemente em contato com a família”, acrescentou o ministro italiano.

O governo da Itália considera que a prisão de Sala é uma retaliação de Teerã à detenção do empresário suíço-iraniano Mohammad Abedini Najafabadi, detido em Milão três dias antes da prisão da jornalista.

Outra controvérsia do caso é que a detenção de Abedini Najafabadi teria sido uma exigência do governo dos Estados Unidos, já que aconteceu no mesmo dia em que um sócio do empresário iraniano, Mahdi Mohammad Sadeghi, foi preso em território norte-americano no mesmo dia.

Os iranianos são acusados por Washington pelo comércio de peças de drones, que supostamente violariam sanções econômicas impostas ao Irã. Outra alegação é a de que esses equipamentos teriam sido usados em ataques do Hezbollah.

 

Com informações de ANSA.