Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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O ministro de Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, disse nesta quarta-feira (02/03) que a Itália congelará os bens do líder líbio, Muamar Kadafi, e de seus familiares, de acordo com os sanções econômicas contra o regime de Trípoli aprovadas pela União Europeia (UE) e Nações Unidas.

Em entrevista ao canal de televisão “SkyTg 24”, Frattini assinalou que se trata de uma iniciativa de acordo com as adotadas por outros países europeus como França, Alemanha e Espanha.

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“Decidimos adotar de forma integral as resoluções das Nações Unidas e da União Europeia sobre congelar os bens pessoais e da família de Kadafi”, explicou o chanceler.

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Sobre a possibilidade de congelar as ações controladas pelos fundos líbios e os Bancos da Líbia em diferentes empresas italianas, como a entidade financeira Unicredit e a companhia petrolífera Eni, Frattini comentou perante os meios de comunicação italianos que é necessário uma decisão comum da UE a respeito.

“Trata-se de medidas que nem o Conselho de Segurança da ONU nem a UE fixaram. Caso sejam necessárias novas medidas em nível europeu, é óbvio que estas deverão ser levadas em conta pelos ministros do Tesouro da União Europeia”, indicou.

Frattini fez estas afirmações ao finalizar uma reunião técnica realizada em Roma para acertar os detalhes sobre a missão humanitária que será realizada pela Itália na fronteira líbio-tunisiana, com o objetivo de prestar assistência às pessoas que fogem da violência dos combates na Líbia.

Esta iniciativa prevê a criação de um campo de refugiados, em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e a Organização das Migrações, para ajudar as mais de 70 mil pessoas que fugiram das revoltas e da violência na Líbia.

Além disso, Frattini precisou que o Executivo deve enviar, assim que forem cumpridas as condições de segurança necessárias, um avião com ajuda humanitária a Benghazi para enfrentar a situação de emergência registrada na região líbia da Cirenaica.

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Itália decide congelar bens de Kadafi e seus familiares

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