Sábado, 16 de maio de 2026
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Após Argélia e Angola, a Itália assinou nesta quinta-feira (21/04) um acordo para ampliar suas importações de gás natural liquefeito (GNL) da República do Congo e reduzir sua dependência em relação à Rússia.

O pacto foi firmado pela principal empresa italiana de óleo e gás, a ENI, e prevê a “aceleração e o aumento da produção” no país africano por meio do “desenvolvimento de um projeto de GNL com início previsto para 2023”.

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Essa iniciativa deve produzir mais de 4,5 bilhões de metros cúbicos por ano. “A agressão russa [na Ucrânia] levou a Itália a diversificar suas fontes. É objetivo prioritário para a Itália reduzir nossa dependência do gás russo, estamos construindo novos acordos”, disse o ministro italiano das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, durante sua missão em Brazzaville, capital da República do Congo.

Esse já é o terceiro pacto sobre gás natural de Roma com países africanos desde o início da invasão da Rússia à Ucrânia.

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O primeiro foi firmado com a Argélia em 11 de abril e deve transformar essa nação do norte da África no principal fornecedor da commodity para o mercado italiano. Já o segundo, com Angola, foi assinado na última quarta-feira (20/04).

Roma já tinha fechado pactos semelhantes com Argélia e Angola

Twitter/Luigi Di Madio

Esse já é o terceiro pacto sobre gás natural de Roma com países africanos desde o início da invasão da Rússia à Ucrânia

Até 2021, a Rússia respondia por cerca de 40% das importações italianas de gás natural, com 29 bilhões de metros cúbicos por ano. Já a Argélia aparecia na segunda posição, com aproximadamente 22,6 bilhões de metros cúbicos.

O próprio governo da Itália estima que serão necessários cerca de 30 meses para se tornar independente do gás russo.