Quinta-feira, 21 de maio de 2026
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O Conselho de Ministros da Itália aprovou o envio de uma missão humanitária italiana para a fronteira entre a Líbia e a Tunísia. “O Conselho de Ministros aprovou a missão humanitária para fazer frente à situação de emergência instaurada”, anunciou o ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini.

A missão tem o objetivo de prestar “assistência alimentar, sanitária e pessoal” aos cidadãos que estão fugindo dos conflitos políticos locais, segundo o chanceler.

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Frattini contou que a necessidade de uma missão humanitária nasce “não somente das circunstâncias, mas também de um pedido explícito dos governos tunisiano e egípcio de contribuir com a repatriação segura dos cidadãos que fugiram”.

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A repatriação será feita com aviões, que partirão de Djerba ao Cairo, e com navios, do porto de Zarzis a Alexandria. “A Itália parte subitamente com a missão humanitária e, assim, abre caminho para os outros países europeus”, observou o chanceler.

Já o ministro italiano da Defesa, Ignazio La Russa,explicou que a gestão da missão não “pertencerá à Itália”. De acordo com ele, o país vai “fornecer os materiais necessários”, mas a organização da “segurança ficará nas mãos dos organismos internacionais e da polícia tunisiana”.

O ministro do Interior Roberto Maroni afirmou, por sua vez, que a missão vai proporcionar uma redução “nos fluxos migratórios a Lampedusa”.

“Daremos homens e meios para a missão, a fim de ajudar e coordenar, com a polícia tunisiana, as operações para colocar os portos em segurança. Nós acreditamos que isso terá, como aspecto positivo, o fim dos fluxos migratórios a Lampedusa”, comentou.

A ilha de Lampedusa, no sul da Itália, é um dos principais destinos de imigrantes do norte da África. A Itália já recebeu mais de 6 mil cidadãos ilegais desde a queda do governo tunisiano, em 14 de janeiro.

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Itália aprova envio de missão humanitária a Líbia

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