Domingo, 10 de maio de 2026
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Autoridades israelenses e palestinas se comprometeram neste domingo (26/02) a “evitar novos atos de violência” e a buscar maneiras de acalmar a situação na Cisjordânia. A promessa está em um comunicado conjunto publicado após uma reunião sobre políticas de segurança realizada na Jordânia.

O encontro aconteceu em Ácaba e reuniu autoridades jordanianas, egípcias, israelenses, palestinas e norte-americanas. Após “discussões profundas e francas”, os participantes “reafirmaram a necessidade de comprometer-se com uma distensão e evitar novos atos de violência”, afirma o comunicado.

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Entre os participantes estavam o diretor dos serviços de inteligência palestinos, Majed Faraj, o diretor do serviço de inteligência interno israelense, Ronen Bar, e o coordenador do Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Brett McGurk.

O objetivo do encontro era o de restabelecer a calma nos territórios palestinos após dias de violência. Ao final das discussões, o governo de Israel e a Autoridade Nacional Palestina “confirmaram a vontade e o compromisso conjunto” de parar durante um período de três a seis meses “com as medidas unilaterais”.

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Encontro aconteceu em Ácaba e reuniu autoridades jordanianas, egípcias, israelenses, palestinas e norte-americanas

Reprodução

Objetivo do encontro era o de restabelecer a calma nos territórios palestinos após dias de violência

O acordo inclui um compromisso da parte de Israel de interromper o debate sobre a criação de novos assentamentos durante quatro meses e de não legalizar assentamentos “selvagens” por seis meses, de acordo com o texto.

Mais dois mortos

Enquanto a reunião acontecia, dois israelenses morreram no norte da Cisjordânia, um território palestino ocupado por Israel desde 1967. O ataque teve como alvo um carro na principal avenida de Hawara, localidade próxima a Nablus.

O ataque foi classificado como atentado terrorista em um comunicado divulgado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

O exército israelense anunciou que seus soldados estavam “perseguindo os terroristas e bloqueando a área”. 

O ataque aconteceu quatro dias após uma operação israelense em Nablus ter matado 11 palestinos e deixado mais de 80 feridos a tiros.