Quarta-feira, 29 de abril de 2026
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A comissão de assuntos internos da Knesset (parlamento de Israel) recomendou nesta segunda-feira (7/6) que sejam suspensos direitos da deputada árabe-israelense Hanin Zoabi por fazer parte da Flotilha da Liberdade, atacada por militares do país há uma semana. 

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Em sessão polêmica, sem a presença de Zoabi e seus companheiros de partido, sete deputados votaram a favor da medida que a proíbe de deixar o território israelense. Apenas um deputado votou contra. A medida também prevê a suspensão de outros dois direitos: o de portar passaporte diplomático e o de ter despesas judiciais cobertas pelo parlamento. Antes de entrar em vigor, a recomendação deve ser confirmada em plenário.

Hanin estava entre os 750 ativistas que viajavam a bordo do comboio naval atacado por comandos israelenses em águas internacionais e cuja missão era chegar à Faixa de Gaza com ajuda humanitária. Ao todo, nove ativistas turcos (inclusive um com cidadania estadunidense) foram assassinados.

Desde que retornou a Israel, após o ataque, Hanin foi vítima de ataques verbais por deputados nacionalistas judeus da Knesset, que a acusaram de “traição” e a incentivaram a “viver em Gaza”. A deputada palestina com cidadania israelense se defendeu dizendo que está sofrendo “uma caça às bruxas” e que medida é “racista e antidemocrática”.

Hanin esteve à tarde no parlamento israelense em uma sessão especial para votar uma moção de censura contra o governo do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, por causa da crise gerada pelo ataque à flotilha. 



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Israel pode cassar direitos de deputada que estava na flotilha

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