Sexta-feira, 24 de abril de 2026
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Aviões israelenses bombardearam pelo menos nove alvos na faixa de Gaza na madrugada desta sexta-feira (2/04). As explosões aconteceram nas cidades de Gaza, Rafah e Khan Younis, região onde dois soldados israelenses morreram na semana passada em confronto com militantes palestinos.

O exército israelense afirmou em comunicado que os ataques foram “resposta ao lançamento de um foguete disparado por milícias palestinas” na última quinta-feira.

De acordo com o relato de testemunhas para a Agência Efe, várias explosões sucessivas puderam ser escutadas pouco depois que os aviões israelenses sobrevoaram o território controlado pelo Hamas.

O bombardeio foi o mais sério à região desde o fim da ofensiva de Israel em janeiro do ano passado, porém, apenas três crianças ficaram feridas, segundo médicos do hospital Shifa.
 

Assista também: 

Crianças em Gaza

O Exército israelense informou também que sua aviação “atingiu com sucesso uma manufatura no norte da Faixa de Gaza, outro ponto onde eram fabricadas armas no centro e dois armazéns no sul” do território palestino.

Já testemunhas e as fontes de segurança em Gaza afirmaram que os ataques aéreos tinham também como alvo bases de treinamento pertencentes ao Hamas e a outro grupo armado do oeste da cidade de Khan Yunes.

Além disso, um foguete foi disparado contra uma oficina metalúrgica no campo de refugiados de Nuseirat, no centro da faixa. Não há registro de feridos na região.

Represália

O Exército israelense declarou que cerca de 20 de foguetes e bombas foram disparados a partir da faixa contra Israel em março, o que para o vice-premier israelense, Sylvan Shalom, justifica a retomada de uma ofensiva contra os palestinos.  

“Se os foguetes contra Israel não cessarem, me parece que vamos ter que elevar o nível de nossa atividade e intensificar nossas ações contra o Hamas”, declarou Shalom à uma radio local.

Um dia antes dos ataques, o exército de Israel teria advertido a população da Faixa de Gaza, por meio de panfletos lançados por aviões, que responderia à morte de dois soldados em um confronto armado com milicianos na semana passada.O movimento islamita Hamas e o pró-iraniano Jihad Islâmica assumiram, separadamente, a autoria pelos ataques.

Os panfletos, segundo disseram testemunhas à agência Efe, pediam à população que restringisse seus movimentos em zonas abertas, e advertiam os palestinos sobre possíveis retaliações:  “esperem uma resposta amanhã”, dizia o comunicado.

O exército israelense negou que tenha lançado os panfletos. Um porta-voz militar assegurou que a organização não está envolvida na ação de distribuição dos avisos. “Não sabemos de onde esses papeis saíram”, disse à Agência Efe.

No passado o Exército israelense utilizou a técnica dos panfletos antes e durante operações militares em Gaza para pedir à população que não desse apoio aos milicianos e para abandonar as zonas que iam a ser atacadas.

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Israel lança maior ataque contra Gaza desde janeiro de 2009

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