Terça-feira, 28 de abril de 2026
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O governo de Israel começou hoje (02/6) a deportar um grupo de mais de 100 ativistas detidos na operação militar contra seis barcos de uma frota que planejava furar o bloqueio israelense à Faixa de Gaza.

“Cerca de 120 pessoas saíram ontem de Israel pela fronteira com a Jordânia, e de lá viajarão para seus respectivos países. Outros 45 foram deportados do aeroporto de Ben Gurion (perto de Tel Aviv) e esperamos que os demais abandonem o país entre as próximas 24 e 48 horas”, disse à agência Efe o porta-voz da polícia israelense, Miki Rosenfeld.

“Não queremos ver ativistas estrangeiros em um centro de detenção israelense, então decidimos acelerar o processo de deportação e nossa esperança é ter todos esses ativistas fora do país dentro de 48 horas”, afirmou o porta-voz do governo israelense Mark Regev, segundo a BBC Brasil.

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Os cidadãos de países muçulmanos, muitos deles procedentes de países sem relações diplomáticas com Israel, foram levados ontem à noite em ônibus à vizinha Jordânia, depois que Amã se comprometeu a colaborar para fazer suas repatriações. A cineasta brasileira Iara Lee está no aeroporto Ben Gurion.

Segundo informa o jornal israelense Haaretz, no aeroporto há três aviões turcos à espera de levar a ativistas à Turquia, país de cerca de 380 dos aproximadamente 700 detidos. Também deverão ser repatriados os corpos dos nove ativistas que morreram durante a abordagem militar aos navios, e cujas nacionalidades ainda não foram informadas oficialmente embora, segundo a imprensa, a maioria é turca.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou ontem à noite a deportação “imediata e de acordo com os procedimentos estabelecidos pela lei” de todos os ativistas depois de se reunir com seu gabinete político-militar.

No início tinha sido cogitada a hipótese de julgamento de vários deles, dado que, segundo a versão israelense, alguns atacaram violentamente suas tropas durante a abordagem e têm laços com organizações terroristas.

*Com agências

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