Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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Israel reforça suas tropas neste sábado (08/04) após dois ataques que mataram três pessoas, em meio a um novo ciclo de violência no Oriente Médio. A União Europeia pediu “calma’” a israelenses e palestinos, em pleno fim de semana de Páscoa.

Na noite de sexta-feira (07/04), um turista italiano foi morto em Tel Aviv e outras sete pessoas, com idades entre 17 e 74 anos, ficaram feridas depois que um carro invadiu uma ciclovia na orla da cidade. A polícia disse que o motorista, um homem de 45 anos que foi baleado, era da cidade árabe de Kfar Kassem, no centro de Israel.

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Três pessoas ainda estão internadas no Hospital Ichilov em Tel Aviv com ferimentos leves, comunicou o estabelecimento no sábado.

Ainda na sexta-feira, duas irmãs do assentamento israelense de Efrat, de 16 e 20 anos, foram mortas e a mãe delas ficou gravemente ferida em um ataque na Cisjordânia. As duas irmãs, de nacionalidade israelita e britânica, foram vítimas de disparos contra o carro em que estavam, ao passarem no nordeste deste território palestino ocupado por Israel desde 1967.

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No sábado, o Exército israelense na Cisjordânia disse que foi atacado durante a noite perto da vila palestina de Yabad (norte). Os militares “dispararam na direção dos agressores” que se encontravam num veículo e “foi identificada” uma pessoa atingida, segundo um comunicado de imprensa.

Mobilização militar

Após o ataque em Tel Aviv, que ocorreu na noite do Shabbat judeu e durante a semana da Páscoa judaica, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu “ordenou à polícia israelense que mobilizasse todas as unidades de reserva da polícia de fronteira e [ao Exército] que mobilizasse forças adicionais para lidar com ataques terroristas”, informou o gabinete do premiê.

A polícia disse que quatro batalhões da polícia de fronteira da reserva serão enviados aos centros das cidades no domingo, além das unidades já mobilizadas na cidade mista de Lod e na área de Jerusalém.

O movimento islâmico palestino Hamas declarou que o ataque em Tel Aviv foi uma “resposta natural e legítima” à “agressão” israelense na mesquita Al-Aqsa em Jerusalém. O atual aumento da tensão teve como estopim uma operação das forças israelitas para retirar fiéis da Esplanada das Mesquitas, o terceiro local mais sagrado do Islã e o local mais sagrado do judaísmo, na quarta-feira (05/04), em pleno Ramadã – o período de jejum dos muçulmanos.

Atual aumento da tensão teve como estopim uma operação das forças israelitas para retirar fiéis da Esplanada das Mesquitas em pleno Ramadã

Pixabay

Netanyahu ordenou à polícia israelense que mobilizasse todas unidades após ataques

Netanyahu afirmou que as forças israelenses foram “forçadas a agir para restaurar a ordem” diante de “extremistas” barricados na mesquita. Já o Hamas, que travou várias guerras com Israel, denunciou um “crime sem precedentes”.

Nos dias seguintes, Israel realizou ataques contra a infraestrutura do Hamas na Faixa de Gaza e no sul do Líbano, em resposta ao lançamento de dezenas de foguetes contra seu território. O Exército israelense afirmou que os tiros não reclamados eram “palestinos” e provavelmente do Hamas.

Evitar “carnificina”

A União Europeia condenou no sábado os ataques em Israel e na Cisjordânia e os ataques com foguetes do Líbano, pedindo “contenção”. O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, pediu às partes para “promoverem a calma” neste período de festas religiosas.

“Israel tem o direito de se defender. Ao mesmo tempo, qualquer resposta deve ser proporcional. A União Europeia pede o fim imediato da violência em curso. Tudo deve ser feito para impedir o conflito de se espalhar”, disse Borrell, em um comunicado.

Na frente israelo-libanesa, esta é uma escalada sem precedentes desde 2006. O primeiro-ministro Netanyahu prometeu fazer os “inimigos” de Israel pagarem um “alto preço” por “cada agressão” contra seu país.

O Hezbollah, organização xiita libanesa com forte presença no sul do Líbano, disse que “todo o eixo de resistência está em alerta máximo”, depois de apoiar “todas as medidas” que os grupos palestinos possam tomar contra Israel.

Israel e Líbano estão tecnicamente em estado de guerra após diferentes conflitos e a linha de cessar-fogo é controlada pela Força Interina das Nações Unidas (Unifil), implantada no sul do Líbano. Segundo a Unifil, “ambos as partes disseram que não querem guerra”.

O Catar, que no passado foi mediador entre Israel e o Hamas em Gaza, está “trabalhando para desescalar” para “evitar uma carnificina”, disse à AFP uma autoridade do emirado na sexta-feira. Desde o início de janeiro, o conflito entre israelenses e palestinos matou pelo menos 91 palestinos, 18 israelenses, um ucraniano e um italiano, segundo contagem da AFP compilada de fontes oficiais israelenses e palestinas.

Estes números incluem, do lado palestino, combatentes e civis, entre eles menores de idade, e do lado israelita, a maioria das vítimas são civis, incluindo menores, e três membros da minoria árabe.