Irmandade Muçulmana rejeita diálogo oferecido por vice-presidente egípcio
Irmandade Muçulmana rejeita diálogo oferecido por vice-presidente egípcio
A Irmandade Muçulmana, principal força opositora no Egito, rejeita categoricamente o diálogo com o regime político do país, oferecido nesta quinta-feira (03/01) pelo vice-presidente, Omar Suleiman, indicou Mohammed Mursi, porta-voz da organização.
Em comunicado divulgado em seu site, Mursi considerou que as medidas anunciadas pelo presidente egípcio, Hosni Mubarak, e reiteradas por Suleiman “seguem o caminho incorreto, pois o regime não deve sair agora anunciando reformas, já que perdeu sua legitimidade constitucional e popular”.
“Não encontramos nenhuma utilidade em um diálogo com um regime ilegítimo, infrator da Constituição”, assinalou o porta-voz. Para ele, o regime “deseja se sobrepor aos interesses do povo e da Constituição, fazendo caso omisso às milhões de pessoas que saíram às ruas e que disseram não querer Mubarak”.
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Mursi ressaltou que a Irmandade “não pode estender a mão a quem a tem manchada com o sangue dos egípcios”.
Suleiman anunciou em uma entrevista à televisão estatal egípcia que as eleições presidenciais de setembro não serão atrasadas “por nenhum motivo”. Ele disse também que os protestos no país são motivados por interesses estrangeiros, de determinados empresários – que não identificou – e do grupo político Irmandade Muçulmana.
Na entrevista, a primeira de Suleiman desde que foi designado vice-presidente no sábado passado, o alto funcionário insistiu em um diálogo que começou nas últimas horas, com a ausência dos principais grupos de oposição.
Esse diálogo, que se prolongará por cinco ou dez dias, manterá um calendário de trabalho que deve culminar com as próximas eleições, acrescentou Suleiman. Segundo ele, nem Mubarak “nem ninguém de sua família” irá concorrer a essas eleições.
Mursi destacou que a Irmandade Muçulmana “não rejeita o diálogo”, mas, em seguida, se perguntou do que servirá esse diálogo. “É um diálogo pelo bem do povo ou para curar as feridas do regime?”.
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