Domingo, 14 de junho de 2026
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A zona de exclusão aérea para a Líbia, aprovada nesta quinta-feira pela ONU (Organização das Nações Unidas), se soma às já adotadas nos conflitos do Iraque, em 1991, e Bósnia, em 1992.

No caso iraquiano, a medida foi assumida por EUA, Reino Unido e França sem a aprovação da ONU, ao contrário do que ocorreu na Bósnia. As três potências estabeleceram uma zona de exclusão aérea acima do paralelo 36 sob a alegação de defender o povo curdo.

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Um ano mais tarde, esta decisão foi ampliada e passou a ser delimitada abaixo também do paralelo 32. Em 1993, os EUA estenderam a zona até o paralelo 33.

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A operação militar exigiu um grande desdobramento aéreo aliado. A área de restrição se manteve em vigor até 1996 no caso da zona ao norte do paralelo 36 e até 2003, no caso da região ao sul do paralelo 33.

No contexto da guerra na antiga Iugoslávia, o Conselho de Segurança da ONU adotou em 1992 a resolução 781, na qual estabeleceu por unanimidade a proibição do tráfego aéreo militar na Bósnia-Herzegovina.

Mesmo assim, a medida não pôde evitar tragédias como o ataque sérvio a Sarajevo ou o massacre de civis em Srebrenica.

A zona de exclusão local foi sendo ampliada à medida em que a guerra se intensificava, em virtude das resoluções 786 e 816 do Conselho de Segurança, e se manteve até 1995.

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Iraque e Bósnia são os dois precedentes da exclusão aérea

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