Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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Há quatro meses submetido às sanções impostas pela comunidade internacional, o Irã se dispõe a retomar as negociações sobre o programa nuclear desenvolvido no país entre o fim deste mês e a primeira semana de novembro. A informação foi confirmada pelo porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Ramin Mehmanparast, que não informou, no entanto, a data exata. As informações são da agência oficial de notícias do Irã, a Irna.

A retomada das negociações envolve as autoridades do Irã e o grupo denominado P 5+1, que é formado pelos Estados Unidos, a França, China, Inglaterra, Rússia e a Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica). O porta-voz afirmou que o Irã “está disposto a retormar as negociações”. De acordo com ele, a data depende de um acordo entre todos os envolvidos.

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Segundo Mehmanparast, durante os debates da 65ª Assembleia Geral das Nações Unidas no mês passado, o governo iraniano manifestou disposição de retomar as conversas. “Mas o outro lado não estava preparado para isso”, disse ele na entrevista coletiva semanal.

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Para o governo iraniano, é fundamental que as negociações considerem a chamada Declaração de Teerã, que se refere ao acordo para a troca de urânio, negociado pelo Brasil e a Turquia em maio. Por esse acordo, o Irã se dispõe a enviar urânio levemente enriquecido para a Turquia. Em troca, receberá o produto enriquecido a 20%.

Com isso, o Brasil e a Turquia esperam que os receios em torno do programa nuclear iraniano sejam atenuados. Para a comunidade internacional, o programa nuclear desenvolvido no Irã tem fins não pacíficos, incluindo a produção de armas atômicas. As autoridades do país negam essas suspeitas.

Incomodado com as suspeitas, o porta-voz criticou a autoridade da União Europeia, que disse desconhecer a retomada das negociações em torno do programa nuclear iraniano. Para Mehmanparast, a chefe de Política Externa da União Europeia, Catherine Aston, é desinformada. “Ela não sabe nada sobre a data das negociações”, disse.



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Irã retoma negociações sobre programa nuclear até novembro, diz porta-voz

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