Domingo, 10 de maio de 2026
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, rejeitou neste domingo (30/03) a ideia de celebrar negociações diretas com o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seu programa nuclear.

Em carta enviada no início de março ao líder supremo iraniano Ali Khamenei, Trump pediu ao Irã que faça um novo acordo nuclear com os EUA. Em dezembro, a ONU alertou que o país está “aumentando drasticamente” seu enriquecimento de urânio e avança em direção à bomba nuclear.

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“Respondemos à carta do presidente dos EUA via Omã e rejeitamos a opção de conversas diretas, mas estamos abertos a negociações indiretas”, disse Pezeshkian durante uma reunião com seu gabinete transmitida pela TV iraniana.

“Não vamos fugir do diálogo. É a quebra de promessas que tem causado problemas para nós até agora”, disse Pezeshkian. “[Mas] eles precisam provar que podem criar confiança.”

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Trump retirou EUA de acordo

Durante seu primeiro mandato em 2018, Trump retirou os EUA de um acordo nuclear com o Irã, o Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA).

O acordo havia aliviado as sanções norte-americanas contra o país, que, em troca, restringiu seu programa nuclear e permitiu à Agência Internacional de Energia Atômica inspecionar suas instalações de enriquecimento de urânio.

A França, a Alemanha, a Rússia, o Reino Unido e a União Europeia também assinaram o acordo.

Iranian Presidency/ZUMA Press Wire/picture alliance
Presidente iraniano Masoud Pezeshkian é considerado um reformista

Trump promete “bombardeio” se não houver novo acordo nuclear

Em entrevista à emissora americana NBC News divulgada na noite deste sábado, Trump fez novas ameaças ao Irã.

“Se eles não fizerem um acordo, haverá um bombardeio. Haverá um bombardeio como eles nunca viram antes”, afirmou o americano.

“Mas há uma chance de que, se eles não fizerem um acordo, eu aplique tarifas secundárias sobre eles como fiz quatro anos atrás.”

Na ocasião, Trump afirmou que representantes dos EUA e do Irã estavam conversando sobre o assunto. O governo do republicano encampa uma abordagem de “pressão máxima” que visa isolar Teerã tanto econômica quanto politicamente.

O governo Trump também prometeu reprimir a milícia houthi no Iêmen, apoiada pelo Irã.