Domingo, 26 de abril de 2026
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O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou ontem (4/5) que seu país não teme enfrentar novas sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e advertiu que sua adoção poria fim a uma possível aproximação entre Washington e Teerã.

“Embora não desejemos que nos sancionem, também não as tememos”, disse o líder iraniano em declarações à imprensa em Nova York após assistir na segunda-feira à inauguração da Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação (TNP).

Além disso, ele ressaltou que “a experiência demonstrou que as sanções não podem deter à nação iraniana. Ela é capaz de resistir a pressão dos Estados Unidos e seus aliados”.

Para Ahmadinejad, a adoção de uma quarta rodada de sanções por parte do Conselho de Segurança colocaria fim à política de aproximação da República Islâmica anunciada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, após sua chegada à Casa Branca em 2009.

Na sua opinião um “grupo de radicais” estaria pressionando Obama para passar “com rapidez do lema da mudança (nas relações com o Irã) para um ponto irreversível”.

“Minha presença aqui significa que queremos que o TNP seja revisado, que se transforme em um sistema justo e seguiremos sendo membros ativos do Organismo Internacional para a Energia Atômica (AIEA) e do TNP, já que consideramos que a bomba atômica é a pior e mais horrorosa das armas”, acrescentou.

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia), além da Alemanha, negociam desde abril a redação de uma resolução que reforce o regime de sanções que pesa sobre o Irã.

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Irã não teme sanções do Conselho de Segurança da ONU, diz Ahmadinejad

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