Irã liberta os dois jornalistas alemães presos no país desde outubro
Irã liberta os dois jornalistas alemães presos no país desde outubro
Os dois jornalistas alemães que foram presos no Irã em outubro de 2010, foram libertados após cinco meses de prisão, anunciou neste sábado a agência oficial de notícias Irna.
Os dois foram presos em 10 de outubro quando tentavam entrevistar o filho de Sakineh Mohammadi Ashtiani, a mulher acusada de adultério que corre o risco de ser apedrejada, e foram acusados de espionagem. Meses depois e após pressões da Alemanha, os dois jornalistas foram considerados culpados apenas por burlar as leis de entrada no país, já que ingressaram com visto de turista e não como jornalistas.
Segundo a agência, o comunicado foi feito pelas autoridades iranianas ao ministro de Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, que chega esta noite à capital iraniana para encerrar o assunto e analisar com as autoridades as relações bilaterais e a situação regional.
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Horas antes, a agência de notícias estudantil Isna havia revelado que os dois foram condenados a 20 meses de prisão, pena que foi trocada por uma multa de 36 mil euros.
“Uma vez reunido o tribunal, os dois acusados foram condenados a 20 meses de prisão por um delito contra a segurança do estado. No entanto, esta pena foi substituída para os dois acusados por uma multa de 36 mil euros”, explicou.
Os jornalistas, identificados como Marcus Hellwig e Jens Koch, ambos do jornal alemão Bild am Sonntag, estão em Tabriz, na companhia de um funcionário consular alemão. “Esperamos que cheguem à embaixada alemã em Teerã neste sábado”, precisou um porta-voz ministerial em Berlim.
Durante o período em que permaneceram na prisão, o Ministério de Relações Exteriores alemão teve que exercer pressões para que Teerã permitisse que dois familiares, a mãe do fotógrafo e a irmã do repórter, pudessem visitá-los no Natal.
A visita aconteceu depois que o regime iraniano deu esperanças de uma pronta libertação dos dois jornalistas.
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