Quinta-feira, 30 de abril de 2026
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O Irã proibiu nesta segunda-feira (21/6) a entrada de dois inspetores nucleares da ONU no país alegando que estes teriam dado informações falsas para um relatório da Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica) que indicava a falta de equipamento nuclear.

Entretanto, o governo iraniano deixou claro que outros funcionários da organização terão permissão para monitorar as instalações nucleares, desde que não sejam os mesmos que anteriormente declarados como persona non grata.

“As inspeções continuarão sem interrupção”, garantiu o enviado iraniano a Aiea, Ali Asghar Soltanieh a imprensa local.

Além disso, ratificou a importância de “mostrar mais vigilância sobre o desempenho dos inspetores para proteger a confiabilidade das informações”, em uma critica feita a supostas alterações de informações dadas por inspetores à mídia ocidental.

Retrocesso

De acordo com a agência de notícias iraniana IRNA, Soltanieh já solicitou oficialmente a substituição dos dois inspetores. Até agora a Aiea não se pronunciou, porém confirmou a notificação do Irã sobre a proibição da entrada dos inspetores.

A atitude iraniana, apesar de conturbar ainda mais as relações duas semanas após a imposição de novas sanções, é permitida no acordo firmado entre o país e a Aiea que capacitou cerca de 200 profissionais para realizar as verificações exatamente em caso de desistências ou objeções por parte do governo do Irã. Em 2006, Teerã chegou a negar a entrada de outro inspetor da ONU.

Porém, para Theodore Karasik, diretor de pesquisa do Instituto de Análises Militar no Oriente Médio, a proibição dos inspetores foi uma retaliação em razão das ultimas sanções, impostas no dia 9 de junho e consideradas pelo Irã “ilegais” e um “retrocesso nas relações com a Aiea”.

Irã impede dois inspetores nucleares da ONU de entrar do país

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