Irã e Rússia garantem que Bushehr será destinada unicamente a gerar eletricidade
Irã e Rússia garantem que Bushehr será destinada unicamente a gerar eletricidade
O Irã pediu à Rússia que forneça isótopos com fins médicos, segundo Serguei Kirienko, chefe da corporação nuclear estatal russa Rosatom. O chefe russo, que participou neste sábado (21/8) da cerimônia de inauguração da primeira usina nuclear iraniana, Bushehr, no Golfo Pérsico, explicou que as autoridades iranianas fizeram o pedido na sexta-feira.
“O Irã solicitou a provisão (de isótopos) de molibdênio e iodo com fins médicos”, afirmou, citado pelas agências russas. A Rosatom se mostrou disposta a cooperar em novos projetos atômicos com o Irã, cujos reatores de pesquisa estão ficando sem combustível nuclear.
A Rússia já forneceu ao Irã 82 toneladas de barras de combustível de urânio, que serão carregadas nas próximas semanas no reator de Bushehr, que, em seguida, poderá gerar energia após alguns meses. Irã e Rússia garantem que a central será destinada unicamente a gerar eletricidade, e suas instalações não podem ser utilizadas com fins militares.
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Moscou se comprometeu a fornecer nos próximos anos ao Irã novas cargas de combustível nuclear para o funcionamento da central. Por outra parte, Kirienko explicou que a Rússia participará da exploração da planta durante dois ou três anos, e em seguida cederá seu controle ao Irã.
Críticas internacionais
Perante as críticas de Estados Unidos e Israel, a Rosatom insiste que as duas fases do ciclo nuclear da planta que podem ser utilizadas tanto com fins civis como militares acontecem em território russo. Trata-se do enriquecimento de urânio e da reciclagem do combustível nuclear utilizado para o funcionamento da central energética. Além disso, Moscou e Teerã assinaram, no início de 2005, um protocolo adicional sobre a devolução à Rússia do combustível nuclear usado na usina.
O vice-ministro de Exteriores russo, Serguei Riabkov afirmou neste sábado (21/8) que a Rússia continuará cooperando com o Irã no âmbito da energia atômica após a inauguração da primeira usina de Bushehr. “Não vemos razões pelas quais essa cooperação não possa continuar. É vantajosa para as duas partes e, sobretudo, não ajuda risco algum”, declarou, segundo a agência “Interfax”.
Segundo ele, a colaboração entre Rússia e Irã ajudará a persuadir Teerã sobre os benefícios da cooperação com a comunidade internacional nas questões pendentes de seu programa nuclear.
O diretor do Organismo de Energia Atômica do país, Ali Akbar Salehi, ressaltou, porém, que o Irã seguirá com o enriquecimento de urânio ao nível de 20%. “Segundo o artigo 4 do TNP (Tratado de Não-Proliferação) e as normativas da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), o enriquecimento de urânio é um direito nosso do qual faremos aproveito”, disse, durante entrevista coletiva conjunta Kirienko.
Salehi disse, por outro lado, que o Irã possivelmente construirá uma nova usina de enriquecimento de urânio no próximo ano iraniano, que começa em 21 de março.
”Se o presidente iraniano ordenar, começaremos a construção de uma nova central de enriquecimento de urânio”, disse o iraniano, quem havia informado recentemente sobre a localização dos locais para a construção de dez novas usinas de enriquecimento de urânio.
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