Irã deve soltar uma dos três turistas dos EUA presos, diz advogado
Irã deve soltar uma dos três turistas dos EUA presos, diz advogado
A Justiça do Irã deve libertar uma dos três cidadãos norte-americanos mantidos presos no país desde julho de 2009 sob acusações de espionagem, declarou o advogado deles, Massoud Shaffie, em entrevista coletiva organizada pelo governo iraniano nesta quinta-feira (9/9).
Segundo ele, a única mulher entre os três presos, Sarah Shourd, deverá ser solta no próximo sábado (11/9), após a celebração do fim do Ramadã. A informação ainda não foi confirmada pelas autoridades iranianas.
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Sarah, de 32 anos, Shane Bauer e Joshua Fattal, ambos de 27, alegam que estavam em viagem turística ao Irã, vindos do Iraque, quando foram presos pela guarda de fronteira, sob suspeita de serem espiões. As famílias alegam que os três planejavam praticar alpinismo nas montanhas do país. Até agora, Sarah foi colocada sozinha em uma cela e diz ter ficado doente e deprimida. Os homens são mantidos juntos em outra cela.
“Eles não são espiões, eles foram detidos por mais de um ano sem julgamento e, em conformidade com a lei, todos devem ser liberados. Ficarei muito feliz não importa quem seja libertado”, disse ele, citado pelo jornal norte-americano The Washington Post.
Segundo o correspondente do jornal em Teerã, Thomas Erdbrink, os repórteres ocidentais na capital iraniana foram convidados por um funcionário do Ministério da Cultura e Orientação Islâmica para se reunirem em um hotel na zona norte da cidade para uma entrevista coletiva. Lá, o advogado teria anunciado que “a libertação de um dos americanos detidos será no sábado, no hotel Estaghlal às 9h da manhã”. É o mesmo hotel onde as famílias dos presos aguardavam para encontrá-los.
Negociação
De acordo com a imprensa ocidental, a libertação estaria sendo planejada para coincidir com o final do Ramadã, mês sagrado do calendário islâmico. Segundo o jornalista Jon Leyne, correspondente da rede de TV britânica BBC, os iranianos não indicaram por que planejariam a libertação.
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“Pode ser que estejam fazendo isso por suas próprias razões. Foi o que aconteceu com a jornalista irano-americana Roxana Saberi e com os marinheiros britânicos presos no Irã depois de atravessar a fronteira marítima”, especulou.
No entanto, lembra Leyne, qualquer decisão desse tipo seria “negociada entre os diferentes centros de poder no Irã, incluindo a Guarda Revolucionária, o Ministério da Inteligência, o presidente e possivelmente até mesmo o líder supremo, o aiatolá Khamenei”.
A acusação oficial é de que os norte-americanos teriam ligações com os serviços de inteligência dos EUA.
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