Domingo, 14 de junho de 2026
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O Ministério de Relações Exteriores ordenou o retorno de seu representante em Manama, Mahdi Aghajafari nesta quarta-feira (16/03), em protesto pela entrada das tropas do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), chamadas pelo governo barenita para que ajudem a conter os protestos da oposição. As informações são da rede estatal iraniana.

Cerca de mil soldados sauditas, junto a outros 500 dos Emirados Árabes Unidos entraram no Bahrein na segunda-feira passada sob mandato do CCG, organismo que engloba todos os países da península arábica, com exceção do Iêmen.

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Na mesma quarta-feira, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad condenou a ação e disse que se tratava de um ato “abominável”.

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Horas antes, o regime iraniano tinha convocado os representantes diplomáticos de Bahrein e Arábia Saudita em Teerã, e a embaixadora da Suíça, que representa os interesses dos Estados Unidos, para expressar seu protesto por uma ação que qualificou de inaceitável.

A agência de notícias estatal Irna informou, por sua parte, que dezenas de estudantes se manifestaram nesta quarta-feira frente os gabinetes dos dois Estados do Golfo para protestar pela repressão contra a população xiita.

Os manifestantes, que levavam fotografias de supostos opositores barenitas mortos nos protestos, iniciados desde o dia 14 de fevereiro, acusaram também os Estados Unidos de terem promovido a intervenção militar.

“Alá é o maior”, “o Islã vencerá” e “a dinastia saudita colapsará” foram as principais frases ditas pelos estudantes, que denunciaram “crimes contra a humanidade” no Bahrein.

Segundo a imprensa local, o ministro sírio de Relações Exteriores, Walid al Moallem, chegará nesta quinta-feira a Teerã para discutir com seu colega iraniano, Ali Akbar Salehí, a conflituosa situação regional e, em particular, a crise de Bahrein.

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Irã consulta embaixador enquanto protestos continuam em Teerã

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