Quarta-feira, 10 de junho de 2026
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O governo do Irã entregou nesta quinta-feira (02/12) às potências mundiais que fazem parte do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) dois projetos sobre o processo de cancelamento das sanções e o regresso do país ao acordo nuclear.  

O anúncio ocorreu no quarto dia de conversações indiretas sobre a reintegração do Irã e Estados Unidos ao JCPOA. As negociações foram retomadas após uma pausa de cinco meses em razão da eleição do novo presidente iraniano, Ebrahim Raisi.

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“Eles precisam verificar os textos que fornecemos. Se estiverem dispostos a seguir com as conversações, estamos em Viena para continuar participando delas”, declarou Ali Bagheri Kani, chefe da equipe de negociações do Irã à imprensa na capital austríaca, Viena.

Nas vésperas do início das conversações, Teerã insistiu que não haveria forma de regressar ao acordo “sem um cancelamento verificável e efetivo de todas as sanções”. 

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Hossein Amir-Abdollahian, ministro das Relações Exteriores do Irã, disse na segunda-feira (29/11) que Teerã não aceitará outras condições que não as acordadas originalmente no tratado nuclear.

Documentos foram entregues aos membros do acordo nesta quinta; governo iraniano quer retirada total das sanções impostas contra o país persa

Wikicommons

Negociações ficaram cinco meses paradas durante a eleição do novo presidente do Irã, Ebrahim Raisi

O chanceler iraniano sublinhou na ocasião que o regresso dos EUA ao JCPOA não interessará ao governo do Irã se não forem oferecidas garantias de que Teerã poderá ter relações econômicas seguras com o país norte-americano. 

Mais tarde, ainda nesta quinta, ele declarou que as negociações estavam “avançando com seriedade”. “Bom negócio ao alcance se o Ocidente mostrar boa vontade. Buscamos um diálogo racional, sóbrio e voltado para resultados”, disse o chanceler. 

O JCPOA foi assinado em 2015 pela Alemanha, China, EUA, França, Irã, Reino Unido, Rússia e União Europeia, com o objetivo de prevenir um eventual uso de urânio por Teerã para construir armas nucleares, em troca da retirada das sanções antes aplicadas ao país.

Em 2018, o então presidente norte-americano Donald Trump retirou os EUA da lista de signatários do JCPOA e voltou a impor sanções unilaterais contra os iranianos. Teerã, por sua vez, aumentou o enriquecimento de urânio para níveis acima dos acordados no plano.

(*) Com Sputnik News.