Domingo, 10 de maio de 2026
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Um deputado iraniano anunciou neste sábado (2/9) que uma possível retomada das negociações nucleares com as grandes potências poderia ocorrer no mais alto nível e incluir “novas rostos” procedentes de “países amigos”.

Em declarações divulgadas pela televisão estatal PressTV, Alaeddin Boroujerdi, presidente da Comissão de Segurança Nacional e Relações Exteriores do Parlamento iraniano, afirmou que o marco da negociação “será um pacote de propostas apresentado pelo Irã” que não se limitaria à controvérsia nuclear.

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“As futuras negociações com o grupo 5+1 (integrado pelos membros do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha) poderia ser realizado entre os vice-ministros”, explicou.

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O parlamentar indicou que “os países que votaram de forma independente e têm boas relações com o Irã podem ser convidados às negociações”, em aparente alusão ao Brasil e a Turquia.

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Ressaltou que o diálogo será ampliado “para questões chaves como terrorismo, narcotráfico, crise regional, segurança energética e a polêmica das armas de destruição em massa.

Suas declarações contradizem a exigência expressada até o momento pelo 5+1 e em particular pelos Estados Unidos e a União Europeia, de que as conversas fiquem em torno do controvertido programa nuclear iraniano.

Reações e sanções

Grande parte da comunidade internacional, com os Estados Unidos e Israel, acusam o Irã de ocultar, sob seu programa nuclear civil, outro de natureza clandestina e aplicações bélicas cujo objetivo seria a aquisição de um arsenal atômico, alegação que Teerã nega.

O regime iraniano recusou em novembro de 2009 uma proposta de Washington, Moscou e Londres para trocar seu urânio a 3,5% por combustível nuclear para a planta de pesquisa que possui na capital.

Desde então, não houve negociações formais entre as partes.

Em fevereiro deste ano, o Irã ignorou as advertências da comunidade internacional e começou a enriquecer urânio a 20%, o que levou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a impor novas sanções.

Um mês antes, Irã, Brasil e Turquia selaram um documento conjunto no qual recuperavam essa troca, embora com outras condições.

Boroujerdi voltou a insistir hoje que “os países ocidentais devem estar conscientes que não alcançarão nada por meio de medidas de pressão e sanções”.

“Irã insiste em seu direito de usar a energia nuclear para fins pacíficos e em nenhum momento vai negociar esse direito com ninguém”, advertiu.

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Irã anuncia que negociações sobre programa nuclear devem ser retomadas

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