Terça-feira, 12 de maio de 2026
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O governo do Irã anunciou nesta quarta-feira (16/11) que vários agentes de inteligência da França foram presos, sob a alegação de que estariam envolvidos com a organização de protestos realizados recentemente no país contra o atual governo.

A informação foi divulgada pelo ministro do Interior do Irã, Ahmad Vahidi, que alegou que os cidadãos presos eram de diferentes nacionalidades, mas todos trabalhavam para a inteligência francesa, em apoio a movimentos que tentam desestabilizar o país.

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“Pessoas de outras nacionalidades foram presas nos tumultos, algumas das quais desempenharam um papel importante. Havia elementos da agência de inteligência francesa e eles serão tratados de acordo com a lei”, afirmou Vahidi, segundo matéria da Sputnik Brasil, com informações da agência de notícias Reuters.

A cidade de Teerã, capital do Irã, tem sido palco de seguidos protestos desde o dia 16 de setembro, após a morte da jovem curda iraniana Mahsa Amini, de 22 anos, caso que gerou grande controvérsia no país.

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Tema foi discutido na Cúpula do G20, onde Macron criticou ‘agressividade’ do governo iraniano e chamou os cidadãos detidos de ‘reféns’

Hadi Hirbodvash

O ministro do Interior do Irã, Ahmad Vahidi

Três dias antes de sua morte, Amini foi presa, acusada de infringir o código de vestimenta feminino. A família alega que sua morte foi causada por torturas que ela teria sofrido na prisão. Já o governo iraniano afirma que a jovem sofria de uma doença, que teria sido a causa do seu falecimento.

O tema da prisão dos supostos agentes de inteligência foi discutido na Cúpula do G20, na Indonésia, onde estava presente o presidente francês Emmanuel Macron.

O mandatário europeu disse que “o Irã está sendo cada vez mais agressivo com a França, com sua inaceitável tomada de reféns”.

Macron também fez um apela para que o governo iraniano “retorne à calma e ao espírito de cooperação. Peço que respeite a estabilidade regional e também os cidadãos franceses”.