Domingo, 3 de maio de 2026
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O Irã prometeu “caçar” um grupo separatista sunita que reivindicou a responsabilidade pelo atentado que matou 28 pessoas em uma mesquita na quinta-feira (15/7). O governo da república islãmica também acusou potências ocidentais – particularmente da CIA, serviço secreto dos EUA – de apoiar o grupo, conhecido como Jundullah (em persa, “soldados de Deus”). A agência nega a acusação.

Segundo o jornal inglês The Daily Telegraph, o Jundullah assumiu a autoria dos ataques de ontem em Zahedan, sudeste do país, em retaliação à execução do líder capturado do grupo, em junho. Autoridades locais disseram que mais de 167 pessoas foram feridas, algumas de forma grave. O general Hossein Salami, comandante-adjunto da Guarda Revolucionária do Irã, afirmou hoje em Teerã que as vítimas “foram martirizadas pelas mãos de mercenários dos EUA e do Reino Unido”.

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Já o governador da província de Sistan-Beluchistão, Ali Mohammad Azad, culpou “os serviços de inteligência de potências arrogantes”, como a CIA norte-americana e o MI-6 britânico.

Os EUA e o Reino Unido emitiram declarações condenando os ataques.

Nesta sexta-feira, a imprensa iraniana publicou artigos dizendo que o objetivo do atentado era “semear a discórdia entre xiitas e sunitas”, numa área de maioria sunita, junto à fronteira com o Paquistão. A cidade de Zahedan é capital do Sistan-Beluchistão e sofreu viu vários atentados nos últimos anos.

Vingança

Em uma mensagem veiculada pela TV Al-Arabiya, de Dubai, o grupo Jundullah afirmou que a intenção era vingar o enforcamento de Abdulmalik Rigi, líder do grupo. O irmão dele, Abdelhamid Rigi, também foi executado.

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O website do Jundullah mostrou imagens de dois homens-bomba, identificados como Mohammad e Mujahid Rigi – aparentemente, membros da mesma família dos líderes executados.

O Irã decretou três dias de luto em memória das vítimas do ataque.

 

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Irã acusa EUA e Reino Unido de apoiar grupo que cometeu atentados em mesquita

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