Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse nesta terça-feira (13/09) ser “improvável” que o acordo nuclear com o Irã seja retomado após a resposta de Teerã ao documento criado pela União Europeia.

“O que nós vimos na última semana ou sobre a resposta do Irã à proposta colocada na mesa pela União Europeia é um claro retrocesso e faz com que as perspectivas de um acordo no curto prazo sejam, eu diria, improváveis”, disse Blinken a repórteres dos EUA e do México que acompanham sua visita à capital mexicana.

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O norte-americano ainda acusou os iranianos de “não fazerem o necessário” para que o pacto, assinado em 2015 e interrompido em 2018, seja retomado.

De acordo com Blinken, o Irã não está disposto ou é incapaz de “fazer o que é necessário” para chegar a um acordo porque Teerã quer “introduzir questões estranhas que tornam um acordo menos provável”.

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O principal diplomata dos EUA se referia ao texto “final” da declaração para reativar o acordo, proposto pela UE no dia 8 de agosto deste ano. Desde então, EUA e Irã trocaram respostas sobre o assunto várias vezes. No entanto, um porta-voz do Departamento de Estado descreveu a última resposta do Irã, apresentada no início deste mês, como “não construtiva”.

A fala de Blinken vem após manifestações oficiais dos governos do Reino Unido, França e Alemanha, que também se disseram “céticas” com as reais intenções de Teerã de retomar o acordo nuclear.

Para secretário de Estado norte-americano, resposta de Teerã a plano seria um 'retrocesso'

Twitter/Blinken

Nesta segunda-feira (12/09), o chanceler alemão, Olaf Scholz, afirmou publicamente que “lamentava o fato do Irã não ter dado respostas positivas” ao plano apresentado pela UE após meses de negociação em Viena.

O acordo nuclear, conhecido como Joint of Comprehensive Plan of Action (JCPOA) foi assinado pelo Irã, por todos os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) e pela Alemanha em 2015, com intermediação da UE.

No entanto, três anos depois, o então presidente norte-americano, Donald Trump, retirou o país do pacto e reimpôs as sanções unilaterais ao governo. Desde então, os iranianos também pararam de respeitar as cláusulas do documento, especialmente no enriquecimento de urânio, e começaram a retirar as câmaras de vigilância remota da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de suas plantas nucleares.

Porém, com a posse de Joe Biden, as conversas para reativar o acordo foram retomadas em Viena e, no dia 8 de agosto, a UE enviou a versão final do documento para análises e sugestões das partes envolvidas diretamente na negociação. Não há prazo fixo para que todos mandem suas respostas.

(*) Com Ansa e SputnikNews.