Quarta-feira, 8 de abril de 2026
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Líderes socialistas, social-democratas e trabalhistas dos cinco continentes defenderam hoje (23) durante o congresso da Internacional Socialista, na República Dominicana, a justiça social frente às políticas conservadoras como alternativa política para um futuro sustentável.

Na abertura da reunião, em Santo Domingo, o presidente da Internacional e primeiro-ministro da Grécia, Giorgios Papandreu, fez um apelo aos membros da organização para que façam suas vozes serem ouvidas no contexto internacional e participem da busca de soluções para a atual crise financeira global.

“Os conservadores dizem que o povo deve estar a serviço do mercado, mas nós acreditamos no contrário: é o mercado que deve servir ao povo”, disse.

A Internacional Socialista “coloca o ser humano no centro” da realidade. “O povo primeiro – esse é nosso lema”, resumiu.

Papandreu lembrou as estimativas que apontam para mais de 200 milhões de trabalhadores afetados pela miséria por causa da crise econômica e considerou a criação de empregos como “uma alta prioridade”. 

Orlando Barría/EFE



O primeiro-ministro da Grécia, Giorgios Papandreu, presidente da Internacional

O primeiro-ministro grego convocou os líderes socialistas reunidos em Santo Domingo e os governantes a eliminar do planeta as armas nucleares e defendeu a paz para evitar os conflitos que, segundo ele, são apenas “um pretexto para a desigualdade social”.

Sobre as políticas democráticas, Papandreu considerou que a democracia deve ser “uma resposta para o povo, não para os ricos”.

Os participantes do congresso analisaram um documento sobre a mudança climática e concordaram quanto à necessidade de envolver os Estados Unidos e a China em compromissos globais, reduzir as emissões de dióxido de carbono e impulsionar as energias limpas e o reflorestamento.

O ex-primeiro-ministro austríaco Alfred Gusenbauer alertou para o perigo de uma segunda crise financeira e se mostrou favorável a medidas para “reequilibrar os desequilíbrios que afetam o desenvolvimento mundial”. “Uma crise pode ser uma oportunidade para mudar nosso mundo”, ponderou.

Na véspera, em Caracas, com a presença do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, uma outra reunião de lideranças socialistas terminou com uma convocação para a fundação de uma nova Internacional, que represente os movimentos sociais e de esquerda principalmente nos países em desenvolvimento.

Internacional Socialista defende 'mercado a serviço do povo'

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